terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tears For Fears - "Ready To Start"

"If I was yours, but I'm not... Now I'm ready to start."

Já tinha aqui avisado em Março: os Tears For Fears estão de volta.
Pelo aparato, parecia ser algo em grande e os últimos meses confirmaram: vem aí um novo álbum, o regresso da banda às grandes digressões (nomeadamente à Europa) e uma edição especial de "The Hurting" - o 1º álbum dos TFF.

Estas revelações foram surgindo na internet, muito pela mão de Curt Smith, mas nada de oficial tinha sido anunciado ainda. Até hoje.
Aproximadamente às 00:00, o Facebook oficial dos Tears For Fears repetiu uma imagem enigmática que já tinha sido sido partilhada a semana passada:



Os Tears For Fears estão de volta com... um cover dos Arcade Fire.
Apropriadamente, para dar início às hostilidades, "Ready To Start":





O cover vinha com uma dedicatória especial, onde Curt e Roland parecem querer piscar o olho à geração mais nova, homenageando os artistas que ao longo dos anos foram interpretando temas dos TFF:
Having appreciated artists like Kanye West, Katy Perry, Kimbra, Nas, Gary Jules/Michael Andrews, Adam Lambert & Dizzee Rascal covering and sampling our songs over the past years, we agreed that some reciprocal cross-generational love was in order. We decided to give Arcade Fire a twist of TFF. Enjoy.
Curt Smith e Roland Orzabal

[Aparte: Apreciaram o Kanye West e a Katy Perry? Medo!]

"Ready To Start" é um original dos Arcade Fire, incluído no álbum (muito bom) "The Suburbs" de 2010 e lançado em single na época.
Fica aqui a versão original dos Arcade Fire:



Curiosa, esta escolha de um tema dos Arcade Fire, a banda hipster mais mainstream da actualidade (ou será que é a banda mainstream mais hipster?).
Em qualquer dos casos, é seguramente uma das bandas que mais acende o paradoxo hipster / popular da cultura ocidental. Muito os hipsters devem coçar as cabeças debaixo daqueles chapéus, para decidir se podem gostar ou não dos Arcade Fire.

Mas isto é assunto para todo um outro tópico.
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Voltando ao cover dos Tears For Fears, em primeiro lugar, tenho que rejubilar com a alegria de voltar a ouvir a voz do Roland Orzabal. Que saudades!
Desde "Floating Down The River (Once Again)", lançada em 2006, como faixa bónus no álbum ao vivo "Secret World Live in Paris", que não ouvíamos a voz de Roland Orzabal. Já lá vão mais de 7 anos!

Relativamente ao arranjo desta versão de "Ready To Start", parece que os TFF querem fazer um tributo à época de "The Hurting", ao regressarem em força aos sintetizadores. Acho que falta guitarra neste cover, instrumento que Roland sabe tão bem usar.
Deixo-lhe aqui um repto, que espero que ele siga para o que falta gravar do novo álbum:

More guitar please, Roland! Thank you.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bruce Springsteen - "State Trooper"

"License, registration, I ain't got none.
But I got a clear conscience 'bout the things that I done"


À custa deste texto, hoje voltei a ouvir o álbum "Nebraska". É o texto que eu sempre quis escrever sobre o álbum alienado de Bruce Springsteen e nunca fui capaz. De leitura obrigatória.

"Hey, somebody out there, listen to my last prayer: deliver me from nowhere."

"Alguém aí que ouça a minha última prece: livrem-me do nada."
Desde o primeiro sopro na harmónica de Bruce Springsteen no tema-título "Nebraska", passando pelos gritos de "State Trooper", até ao último suspiro na mesma harmónica em "Reason To Believe", que Bruce nos leva numa viagem por um túnel escuro, onde não encontramos quaisquer laivos de luminosidade; apenas morcegos, ratazanas e gotas de água gelada que condensou no tecto e que nos caem na nuca, ao passar.

Nada. É este o lugar para onde Bruce Springsteen nos leva em "Nebraska". O lugar do vazio, onde não há redenção, nem esperança; não há vida, nem morte; não há inocentes, nem culpados. Nada disso importa aqui, de qualquer forma. Aqui, só importam as histórias.



"Nebraska" é um álbum insípido, de muito difícil digestão. À falta de grandes adornos sonoros, a audição da música obriga-nos a tomar atenção às escassas melodias e às duras histórias que Bruce vai contando.
Tal como no túnel escuro, das ratazanas e morcegos, as histórias em "Nebraska" são de seres escondidos da luz do dia, exilados do mundo de fora, proscritos pela sociedade. São histórias de criminosos e fugitivos, pessoas a quem a vida virou as costas e que já não têm esperança na sua redenção. Para eles, já nada disso importa: “I guess there’s just a meanness in this world.”, suspira a personagem de Bruce em "Nebraska" (assunto para outro tópico).

Gravado numa cassete durante uma tarde fria de Janeiro, o álbum mostra-nos Bruce sozinho no seu quarto em New Jersey, com a sua guitarra, a sua harmónica e a sua depressão.
1982 foi um ano problemático para Bruce, altura em que foi obliterado por pensamentos suicidas.
Bruce conduzia o seu carro furiosamente de New Jersey até à Califórnia e da Califórnia, de volta a New Jersey, somando quilómetros de estrada na fuga dos seus próprios fantasmas.
(Faço exactamente o mesmo. É nestas pequenas coisas que eu, como homem, me sinto próximo de Bruce.)

"Mr. State Trooper, please don't stop me."

Em "State Trooper", ouvimos Bruce num raro grito histérico e despido, que soma ao desespero da história de um homem que, tal como ele, tal como eu, também conduzia para afastar os seus fantasmas. Sem carta de condução e sem documentos do carro, rogando apenas que a Brigada de Trânsito não o mande parar. Tudo o que ele quer é a solidão do volante, uma companhia que não ponha em causa a sua existência e a sua consciência tranquila.

Em busca da sua própria consciência tranquila, Bruce foi obrigado a fazer terapia para combater a depressão. O seu passado continuava a atormentá-lo: Bruce passava repetidamente em frente à casa dos seus pais, em New Jersey, 3 a 4 vezes por semana. 
Acerca deste comportamento obsessivo, o seu terapeuta ter-lhe-á dito:

"What you’re doing is that something bad happened, and you’re going back, thinking that you can make it right again. 
Something went wrong, and you keep going back to see if you can fix it or somehow make it right."

Ao que Bruce exclamou, em concordância: 

"Yes! That is what I’m doing!" 

E ao que o terapeuta terá respondido: 

"Well, you can’t."

(...)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

John Lennon - "#9 Dream"

"Ah böwakawa poussé, poussé"


"Everything is clearer when you're in love."
John Lennon

Volta John, estás perdoado.

Quem quer que tenha acompanhado o blog, pode perceber que John Lennon é o Beatle a quem eu dediquei menos atenção. Já por várias vezes aqui confessei a minha admiração por George Harrison e até Ringo Starr já mereceu dois posts em nome próprio. John tem sido esquecido, mas não por acaso.
(Agora que penso nisso, também estou em falha para com Paul McCartney. A rever.)

Porquê, então, esta ausência de John do blog?
Não, não sou um daqueles extremistas anti-Lennon, que acham que a defesa da facção de Paul McCartney na eterna discussão de "Quem separou os Beatles?" deve ser alimentada com ódio para com a facção de John.
Falando nisso, para um olhar diferente sobre John, visto por um extremista anti-Lennon, leiam este texto. Devido à imagem corrente que temos de John, a leitura do texto chega a ser dolorosa. Mas vale a pena, independentemente do seu conteúdo ser verdade ou mentira, nem que seja para vos pôr a pensar sobre o facto que todas as moedas têm duas faces. Nenhum dos nossos heróis é perfeito; eles, como nós, têm um lado negro.

Eu sei que já me estou a afastar do caminho do assunto inicial; é normal, faço-o sempre. Mas deixem-me divagar, já volto ao caminho inicial.

John, mais do que qualquer outro Beatle, levou com as culpas da separação dos The Beatles. Nem tanto ele, mas sim a Yoko Ono, apesar de ter sido Paul o primeiro a sair da banda.
Sem nunca confirmarem nem desmentirem, os outros membros da banda deixaram o boato criar raízes e durante anos as culpas da separação foram imputadas à infame mulher de John.
Só no ano passado, mais de 42 anos depois da notícia da separação dos The Beatles, Paul admitiu que Yoko não fora a culpada, uma vez que John iria sair de qualquer forma.

Mas será que Yoko está, assim, isenta de culpas? CLARO QUE NÃO. A verdade é que os The Beatles tinham os dias contados, já desde 1968.
John estava com a cabeça na Yoko, no experimentalismo avant-garde e no activismo anti-guerra.
Paul estava com a cabeça em Linda e numa carreira a solo, sem ter que dar satisfações a ninguém.
George estava com a cabeça no espiritualismo, na cultura indiana e no hinduísmo.
O Ringo, coitado, só queria que o deixassem fazer parte da festa.
Portanto, contas feitas, "a culpa" da separação dos The Beatles é de todos (ok, menos do Ringo).
"A culpa", neste caso, é um conceito ridículo. Procurar "a culpa" da dissolução de uma relação que já vive moribunda é ridículo. Isto serve para os The Beatles, como serve para qualquer outra relação interpessoal. O que há a fazer é juntar as peças que nos sobram e seguir em frente. Como os Beatles, que seguiram todos os seus caminhos, todos eles diferentes.

Mesmo tendo em conta estes ensinamentos sociológicos, que a dureza da vida nos transmite, a verdade é que é difícil absolver uma personagem tão macabra como a Yoko Ono. Tão difícil como imaginar o que seria trabalhar com alguém que, a partir de um determinado momento em que conhece alguém, passa a trazer essa pessoa para o seu local de trabalho, "colada" a si, 24 sobre 24 horas por dia. É toda uma nova dimensão para a definição de "sufoco". Tenho pena, a sério que tenho pena do Paul, do George e do Ringo, por terem sido sujeitos a isso.

Talvez tenha sido isso que "vacinou" os Beatles para admitirem a presença de câmaras de filme em Twickenham, enquanto gravavam o (abortado) álbum "Get Back", que depois daria lugar ao álbum "Let It Be". Se levaram com a Yoko, 24 sobre 24 horas, que diferença fariam umas câmaras de televisão?

Volto então à pergunta inicial: qual a razão da ausência de John do blog?
Acho que se deveu a um processo de ostracização subconsciente da minha parte para com o John, devido à Yoko. Também eu lhe imputei as culpas pela separação dos The Beatles, mesmo que subconscientemente.
Esta situação absurda, de uma presença estranha no local de trabalho, faz com que se torne fácil apontar o dedo a Yoko.

Em Março de 2006, tive a oportunidade de ver em Paris, no Cité de la Musique, a exposição "John Lennon, Unfinished Music", patrocinada pela Yoko. Escusado será dizer, que para além de toda a memorabilia alusiva aos The Beatles, a exposição tinha uma forte carga de Yoko Ono. Como se a vida dele fosse dividida em 2 capítulos de igual importância: "The Beatles" e "Yoko Ono". Isto serviu mais ainda para implantar a ideia de culpada, a Yoko.

A outra face da moeda (atenção, que não vão ouvir muitos argumentos a favor dela), foi que Yoko levou o underground psicadélico para os The Beatles. E foi essa pedrada no charco que mudou a música da banda em 1966 e que nos trouxe maravilhas como "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e "Magical Mystery Tour". Nem tudo foi mau.

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Fast-forward 7 anos, até Agosto de 2013. A primeira semana deste mês foi de John Lennon. Debaixo de um oceano de trabalho, bateu-me a curiosidade e fiz de minha banda sonora de trabalho os álbuns a solo de John: desde o tão afamado "Plastic Ono Band", passando por "Mind Games", ou "Walls And Bridges".
A páginas tantas, deparo-me com "#9 Dream" e...

"Ah böwakawa poussé, poussé"

...foda-se! Por onde é que eu andei? Como é que eu não conhecia isto?

"#9 Dream", como o nome indica, evoca um sonho, um sonho que John teve. John escreveu e produziu o tema à volta disso (daí a sonoridade dreamy / psicadélica) e até o refrão "Ah böwakawa poussé, poussé" terá tido origem nesse sonho.



A descoberta da obra a solo de John fez-me pensar acerca da sua posição nos últimos anos dos The Beatles e do que sujeitou os outros membros da banda.
O que fez John, se não seguir o seu coração? No fundo, o que ele sempre fez, foi ouvir o seu coração e agir, sem pensar nas consequências sociais disso mesmo. Será que isso torna a sua atitude inatacável? Obviamente que não, uma vez que ele afectou a vida e o bem-estar dos seus colegas, levando um elemento intrusivo para o seu ambiente de trabalho.
Mas tudo o que John fez, fê-lo por amor; o que para mim é razão suficiente para justificar todas, ou quase todas, as decisões que tomamos na nossa vida.

Volta John, está perdoado.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Pink Floyd - "The Final Cut"

i'm spiralling down to the hole in the ground where i hide
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ponto prévio: "the final cut" não é o melhor álbum dos pink floyd. longe disso. tão longe, que quase parece uma banda diferente.

"the final cut" é a cristalização dos pink floyd segundo roger waters, tal como "the division bell" seria mais tarde a cristalização do som da banda segundo david gilmour, ou "the piper at the gates of dawn" fora a materialização dos pink floyd segundo syd barrett.


"the final cut" mostra roger waters como um eucalipto que secara tudo à sua volta na banda. richard wright (o teclista) fora despedido por roger depois da gravação de "the wall" e até nick mason (o baterista) teve uma participação diminuta neste trabalho.




se olharmos para "the final cut" como um álbum a solo de waters, mas um álbum que conta com a participação de david gilmour, então até podemos dizer que é o melhor deles todos. 
para os outros álbuns a solo, roger tentou repetir a fórmula do "grande guitarrista": convidou eric clapton para "the pros and cons of hitchhiking" de 1984; andy fairweather low para "radio kaos" (a besta negra da sua discografia a a solo) de 1987 e jeff beck para "amused to death" de 1992. 
nunca mais teve o mesmo sucesso. afinal, david gilmour é david gilmour e só david gilmour é pink floyd.

mas se compararmos "the final cut" com os outros álbuns dos pink floyd, ele empalidece.

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if i show you my dark side, will you still hold me tonight?
if i open my heart to you and show you my weak side, what would you do?

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"the final cut" não é um trabalho de fácil digestão. o álbum é dedicado a eric fletcher waters - o pai de roger e a temática obsessiva ao longo de toda a sua carreira, principalmente na parte final. 
a música é demasiado apoiada na letra e as melodias praticamente inexistentes, síndrome geral dos trabalhos a solo de waters.
pelo resultado que aqui ouvimos e comparando, por exemplo, com "wish you were here" - o álbum mais ecuménico da banda - é fácil perceber quem é a facção mais musical dos pink floyd.

como ficou aqui provado, quer queira, quer não, roger waters precisa mesmo dos restantes pink floyd para poder deitar cá para fora todo o seu (inequívoco) génio criativo. ao fim de muitos anos, acho que já percebeu isso e terá mesmo tentado fazer as pazes, mas já foi tarde demais.
infelizmente, demorou demasiado tempo a perceber o que o meu pai percebeu à primeira audição de "the final cut". ele, que nunca entendeu uma frase de inglês e sempre se reviu na música dos pink floyd, ao ser deparado com este álbum, demasiado wordy, percebeu logo que ali faltava o toque de david. de david gilmour, pois claro.

a marca de david gilmour é ténue ao longo do álbum, mas quando aparece, bate com força e a música levita para uma nova dimensão.
é o caso do tema-título de "the final cut". quando rebenta a guitarra de gilmour, imediatamente sabemos que estamos a ouvir pink floyd.

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thought i oughta bare my naked feelings
thought i oughta tear the curtain down
i held the blade in trembling hands
prepared to make it but just then the phone rang
i never had the nerve to make the final cut

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Tears For Fears - "Pale Shelter (You Don't Give Me Love)"

"When you don't give me love, you give me pale shelter"


Foi ao som da faixa instrumental de "Pale Shelter" e com a icónica imagem do rapaz descalço, a chorar no vazio (capa do álbum "The Hurting"), como pano de fundo, que em Março deste ano, os Tears For Fears deixaram o aviso - "Este ano vai ser em grande. Preparem-se!".
Nessa semana, logo me apressei a conjecturar neste tópico o que é que poderia vir aí. Uma digressão mundial para relembrar "The Hurting"? Uma edição expandida do álbum de estreia dos TFF? Um novo álbum da banda? Não sabia, mas os níveis de entusiasmo já batiam no tecto.

Ao longo destes meses, foi sendo levantado o véu que tapava estes mistérios, muito por culpa de Curt Smith, que felizmente anda sempre activo nas redes sociais, para nos dar as últimas novidades em primeira mão. E o que é que nos espera, então? Ao que parece, TUDO.

A primeira grande revelação de Curt Smith é que voou até Bath, onde estava Roland Orzabal, para começar as gravações do novo álbum dos Tears For Fears. Alguns temas foram escritos e gravados e entretanto as sessões foram interrompidas, devendo ser reatadas ainda este Verão em Los Angeles, desta feita em território de Curt. Conhecendo a história da banda e o seu modus operandi na criação, gravação e produção de novo material, diria que, na melhor das hipóteses, poderemos esperar o álbum daqui a sensivelmente um ano. Aguardemos.

Antes disso, os Tears For Fears irão voltar certamente à estrada e, julgando pela dica de Curt Smith há umas semanas no Twitter, fazer o seu tão aguardado regresso à Europa, para uma digressão. quase 10 anos depois.
Faço desde já a promessa: a não ser que me seja, de todo, impossível, lá estarei presente, seja onde for.

Finalmente e antes disso ainda, esperar-nos-á uma pérola já há muito aguardada pelos fãs dos Tears For Fears: uma reedição de luxo, expandida e remasterizada do 1º álbum da banda "The Hurting". Tal como eu havia projectado aqui.

Êxtase... Puro êxtase. Diz o povo que "cada maluco com a sua mania" e eu, certamente, tenho as minhas.
Foi assim, em puro êxtase, que eu me senti quando dei de caras com a notícia, no fabuloso blog Super Deluxe Edition, cujo autor contribuiu para a compilação da caixa (o que significa que ainda há esperança para o meu dream job).
O entusiasmo era tanto, que à primeira leitura que dei do texto consegui ler muito pouco. Tive que ler 3 a 3 vezes para conseguir processar toda aquela informação. Que mais não seja, porque fiquei vidrado com esta imagem:


Deixemo-nos de rodeios e vamos então aos pormenores sobre o conteúdo da caixa de "The Hurting", que nos chegará pelas mãos da Universal a 21 de Outubro de 2013:

Tears For Fears - "The Hurting" [3CD+DVD] (2013)

Disco 1: "The Hurting" [Álbum original] (1983)
1. "The Hurting" (4:20)
2. "Mad World" (3:55)
3. "Pale Shelter" (4:34)
4. "Ideas As Opiates" (3:46)
5. "Memories Fade" (5:08)
6. "Suffer the Children" (3:53)
7. "Watch Me Bleed" (4:18)
8. "Change" (4:15)
9. "The Prisoner" (2:55)
10. "Start of the Breakdown" (5:00)


Disco 2: B-Sides And Remixes
1. "Suffer the Children" [7" Version] (3:36)
2. "Pale Shelter (You Don’t Give Me Love)" [Single Version] (3:55)
3. "The Prisoner" [Single Version] (2:40)
4. "Ideas As Opiates" [Single Version] [Lado B de "Pale Shelter"] (3:54)
5. "Change (New Version)" (4:33)
6. "Suffer the Children (Remix)" (4:15)
7. "Pale Shelter (You Don’t Give Me Love) (Extended Version)"  (6:25)
8. "Mad World (World Remix)" [Lado B de  "Pale Shelter"] (3:30)
9. "Change (Extended Version)" (5:54)
10. "Pale Shelter (New Extended Version)" (6:41)
11. "Suffer the Children [Instrumental]" (4:26)
12. "Change" [Single Version] (3:52)
13. "Wino" [Lado B de “Suffer the Children”] (2:17)
14. "The Conflict" [Lado B de “Change”] (4:02)
15. "We Are Broken" [Lado B de  "Pale Shelter (You Don’t Give Me Love)"] (4:03)
16. "Suffer The Children (Promo CD Version)"


Disco 3: Live Sessions
John Peel Sessions (1982.09.01):
1. "Ideas As Opiates" (3:51)
2. "Suffer The Children" (4:00)
3. "The Prisoner"
4. "The Hurting" (3:51)
Kid Jensen Sessions (1982.10.20):
5. "Memories Fade" (4:21)
6. "The Prisoner"
7. "Start Of The Breakdown" (3:45)
8. "The Hurting" (3:47)
"The Way You Are" single:
9. "Start of the Breakdown (Live in Oxford)" (5:53)
10. "Change (Live in Oxford)" (4:36)


Disco 4 (DVD): "In My Mind’s Eye"
1. "Start of the Breakdown"
2. "Mothers Talk"
3. "Pale Shelter"
4. "The Working Hour"
5. "The Prisoner"
6. "Ideas As Opiates"
7. "Mad World"
8. "We Are Broken"
9. "Head Over Heels"
10. "Suffer the Children"
11. "The Hurting"
12. "Memories Fade"
13. "Change"
Nota: A duração das faixas não é oficial, foi retirada da Wikipedia e dos meus registos.


Para além da música, a caixa irá conter também uma réplica do livro da digressão (tour programme) de 1983 dos Tears For Fears, bem como um livro de capa dura, de 34 páginas, com detalhes sobre a gravação do álbum e algumas fotos nunca antes vistas publicamente.

O vídeo já tinha sido lançado em 1984 em VHS e vê agora a sua 1ª aparição em DVD. Infelizmente, parece que vamos ter novamente aqueles irritantes efeitos especiais dos anos 80. Mas não se pode pedir tudo.

"I ask for more and more. How can I be sure?"

A música, essa foi toda remasterizada a partir das fitas "master" (master tapes) no estúdios de Abbey Road, pelo conceituado engenheiro acústico Peter Mew. Mew é conceituado, mas nos últimos anos não necessariamente pelas melhores razões. No fim dos anos 90 / início dos 00, foi responsável pelas remasterizações do catálogo de David Bowie na Virgin e da compilação "1" dos The Beatles.
As remasterizações de Bowie fizeram a sua música soar estéril, digital, sem o afago que as gravações analógicas nos proporcionam. Já a compilação "1" tem o volume estupidamente alto, com a consequente perda de dinâmica e sensibilidade. Uma bagunça auditiva.

Esperemos que Peter Mew largue as ferramentas de redução de ruído das fitas originais de "The Hurting" e nos traga uma remasterização aconchegante, como se estivéssemos a ouvir o velhinho vinil do álbum.

Já vimos o que a caixa tem, falta saber o que não tem. Relativamente às minhas sugestões neste post, o que é que foi deixado de fora? Muito pouco.
Quanto aos singles lançados na época, de fora desta caixa ficaram apenas a versão Extended de "The Way You Are" (um dos temas mais fracos que já foi gravado pelos TFF), e (infelizmente) "Saxophones As Opiates" - um lado B de "Mad World", que é uma versão de "Ideas As Opiates", mas onde a voz é substituída pelo saxofone. Segundo Paul Sinclair, foi a própria banda que vetou "Saxophones", o que é uma pena.
O saxofone é um dos meus instrumentos preferidos e o seu uso nesta faixa resulta muito bem. Era uma das preciosidades que me faltava. Com esta ausência, penso que "Saxophones" passa a ser o único tema dos TFF que nunca foi lançado em CD.

Para além destas 2 faixas, a Universal não incluiu também o concerto gravado para a BBC no Hammersmith Palais, nem o vídeo do programa alemão Rockpalast. Paciência, ao menos temos este material disponível à borla, para quem procurar devidamente.
Em contrapartida, temos uma versão de "Suffer The Children" que eu desconhecia, lançada num disco promocional em 1989, para fechar o disco de raridades deste set.

"How can I be sure? When your intrusion is my illusion
How can I be sure? When all the time you changed my mind"

Uma das faixas que aparece mais vezes na caixa é "Pale Shelter", tema que foi lançado em single, em versões diferentes, por 3 vezes (!!) entre 1982 e 1983. "Pale Shelter" foi gravado originalmente em 1982 e lançado em single com o nome de "Pale Shelter (You Don't Give Me Love)", ainda antes da gravação do álbum "The Hurting", numa versão mistura por Mike Howlett.
Para o álbum, o tema seria regravado e rebaptizado para apenas "Pale Shelter".

O facto de terem nomes diferentes ajuda a perceber qual é qual, por entre a confusa discografia dos TFF nesta altura, mas eu prefiro muito mais o nome "Pale Shelter (You Don't Give Me Love)", do que o abreviado "Pale Shelter". Manias.

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ADENDA:

Em baixo, fica o resumo das faixas lançadas em Single pelos Tears For Fears na era de "The Hurting". A verde estão indicadas as faixas incluídas no material bónus da caixa, sendo que as versões de álbum de "Mad World" e "Pale Shelter" estarão, obviamente, também incluídas.
Note-se que a versão canadiana de "Pale Shelter (You Don't Give Me Love)", lançada em 1985 (para capitalizar o sucesso de "Songs From The Big Chair") não é mais que um novo edit da versão Extended deste tema lançada em 1982.








Sim, eu tenho uma folha de Excel com isto tudo. Sim, eu sei que isso pode indicar um problema. Manias.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Bruce Springsteen: Guess the song!

"O quê? Mais um post sobre o Bruce Springsteen?" perguntarão alguns de vós. Se estão surpreendidos, é porque não vêm cá muitas vezes.
Porém, hoje não vou dissertar sobre a música do Bruce, ou sobre os seus épicos concertos. Hoje o assunto hoje é outro. Vamos testar o vosso conhecimento do Bruce Springsteen com um desafio: a cada pictograma em baixo corresponde um tema do Boss, façamos então a correspondência. Quem consegue acertar em mais? Alguém consegue acertar em todos?



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GO GO GO

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Wham! - "I'm Your Man"

"If you're gonna do it, do it right! Do it with me!"


Este fim-de-semana foi de reflexão. Olhei à minha volta e pensei, o que é o Mundo precisa?
A resposta estava logo ali, naquele CD azul que entrou pela minha casa no Inverno de 1997 e que tornou a minha adolescência numa fase bastante menos penosa: o Mundo precisa de mais Wham!.

Apanhando o balanço dos últimos anos, que viram a edição de várias edições de luxo fabulosas, incluindo uma versão expandida de "Faith" - o 1º álbum a solo de George Michael, a Sony deveria mergulhar nos arquivos dos Wham! e fazer uma campanha completa de reedições dos álbuns da banda.
Com isto, aproveitaria também para lançar uma série de pérolas que nunca mais viram a luz do dia, depois dos lançamentos originais em vinil ou em VHS.

O formato de "edição de luxo" já nem é estranho aos Wham!. Em 1986, a banda lançou o seu álbum de despedida "The Final" (um álbum duplo, com um disco de êxitos e outro de material novo) e para os seus fãs mais devotos, os Wham! projectaram uma edição limitada - de 25 mil unidades - de "The Final":


A caixa incluía o duplo LP de "The Final" em vinil dourado, um calendário, uma T-Shirt, um lápis e um bloco de notas, tudo alusivo aos Wham!. Numa era diferente da música e da sua indústria, em que o formato de "edição de luxo" ainda não existia, os Wham! foram pioneiros.

Escusado será dizer que esta edição mora orgulhosamente na minha colecção. Não acreditam? Ora vejam aqui o je, com o duplo LP dourado nas mãos. Sweet.


Mas já me estou a afastar do assunto do post: a reflexão.
Nesta minha onda de meditação, decidi ajudar a Sony a compilar um documento abrangente e definitivo sobre a história dos Wham! e assim nasceu a caixa de 8 discos: "The Final Collection!"(obviamente inspirado na nomenclatura cheia de pontos de exclamação, normalmente utilizada pela banda).

Após uma pesquisa exaustiva nos últimos dias, por sites "especializados" nos Wham! (por razões que me escapam, há muito poucos), pela Wikipedia e pelo Youtube, apresento-vos:

WHAM! - "The Final Collection!" [4CD+4DVD] (2013)

Disco 1 (CD): "Fantastic" (1983)
LP original:
1. "Bad Boys" (3:19)
2. "A Ray Of Sunshine" (4:43)
3. "Love Machine" (3:19)
4. "Wham Rap! (Enjoy What You Do?)" (6:41)
5. "Club Tropicana" (4:28)
6. "Nothing Looks The Same In The Light" (5:53)
7. "Come On!" (4:24)
8. "Young Guns (Go For It!)" (3:55)
Singles + Extras:
9. "Wham Rap!" [7'' Mix - 1982 Single] (3:30) - "Wham Rap! (Enjoy What You Do)" 7": Innervision (UK)
10. "Young Guns (Go For It)" [UK 12'' Mix] (5:10) - "Young Guns (Go For It)" 12": Innervision / IVL A13 2766 (UK); "The Final" Album
11.  "Bad Boys" [12'' Mix] (4:52) - "Bad Boys" 12": Innervision / TA 3143 (UK)
12.  "Wham Rap! (Enjoy What You Do) (Special US Remix Part 1)" [12'' Mix - 1983 Single]  (6:43) - "Wham Rap! (Enjoy What You Do)" 12": Innervision (UK)
13. "A Ray of Sunshine" (Live on The Tube) (4:58) - "Wake Me Up Before You Go-Go"   12": Epic / TA 4440 (UK); Columbia US
14. "Going For It!" (Instrumental) [US 12'' Mix] (4:49) - "Young Guns (Go For It)" 12": Columbia/Innervision 44-03501 (US)
15. "Wham Rap! (Unsocial Mix)" [1982 Single] (6:36) - "Wham Rap! (Enjoy What You Do)" 12": Innervision (UK)


Disco 2 (CD): "Make It Big" (1984)
LP original:
1. "Wake Me Up Before You Go-Go" (3:50)
2. "Everything She Wants" (5:01)
3. "Heartbeat" (4:42)
4. "Like a Baby" (4:12)
5. "Freedom" (5:20)
6. "If You Were There" (3:38)
7. "Credit Card Baby" (5:08)
8. "Careless Whisper" (6:30)
Singles + Extras:
9. "Freedom" ("The Final" Mix ft. trumpets) (5:20) - "The Final" album 
10. "Everything She Wants" (12" Remix) (6:34) - "Everything She Wants" 12": Epic / QTA 4949 (UK)
11. "Wake Me Up Before You Go-Go (Instrumental)" (4:03) - "Wake Me Up Before You Go-Go" 7" / 12": Epic / A / TA 4440 (UK); Columbia US
12. "Hearbeat" (Instrumental)" (4:42) - "Freedom" 12" Maxi Single: Columbia / 44-05238 (US)
13. "Freedom (Long Version)" (7:14) - "Freedom" 12": Epic / TA 4743 (UK)
14. "Everything She Wants (Live in China)" (6:32) - "Foreign Skies" video 
15. "Careless Whisper (Jerry Wexler Special Version)" (5:34) - "Careless Whisper" 12" Maxi: Epic / QTA 4603 (UK) - Special Edition


Disco 3 (CD): "Music from the Edge of Heaven" (1986)
LP original:
1. "The Edge of Heaven"   (4:37)
2. "Battlestations"   (5:25)
3. "I'm Your Man" (6:05)
4. "Wham Rap '86" (6:33)
5. "A Different Corner" (4:33)
6. "Blue (Live in China)" (5:43)
7. "Where Did Your Heart Go? " (5:43)
8. "Last Christmas" (6:44)
Singles + Extras:
9. "I'm Your Man" [7'' Mix] (4:05) - "I'm Your Man" 7": Epic / A 6716 (UK)
10.  "Blue (Armed With Love)" (3:54) - "Club Tropicana" 7": Innervision / A 3613 (UK)
11. "Last Christmas" [1991 Solo Version (Extra Verse)] - "Don't Let The Sun Go Down On Me" (ft Elton John) 12" (US/UK)
12. "I'm Your Man (Extended Stimulation)" (6:53) - "I'm Your Man" 12": Epic / TA 6716 (UK)
13. "A Different Corner (Instrumental)" (4:13) - "A Different Corner" 7" / 12": Epic / A / GTA 7033 (UK)
14. "I'm Your Man (A Cappella)" (4:17) - "I'm Your Man" 12": Epic / TA 6716 (UK)


Disco 4 (CD): "The Edge Of Extras" (2013)
1. "Careless Whisper" (Radio Edit) (5:04) - "Careless Whisper" 7": Epic / A 4603 (UK)
2. "Last Christmas" (Single Mix) (4:24) - "Last Christmas" / "Everything She Wants" 7": Epic / QA 4949 (UK)
3.  "Wham Rap! (Club Mix)" [1982 Single] (4:02) - "Wham Rap! (Enjoy What You Do)" 7": Innervision (UK)
4. "Young Guns (Go For It)" [US 12'' Mix] (6:53) - "Young Guns (Go For It)" 12": Columbia/Innervision 44-03501 (US)
5. "Bad Boys (Instrumental)" (3:25) - "Bad Boys" 7" / 12'': Innervision / A / TA 3143 (UK)
6.  "A Ray Of Sunshine (Instrumental Remix)" (5:40) - "Club Fantastic Megamix" 12": Innervision / TA 3586 (UK)
7.  "Love Machine (Instrumental Remix)" (3:28) - "Fantastic" CD / Cassete 
8.  "Club Tropicana (Instrumental)" (3:31) - "Club Tropicana" 12": Innervision / TA 3613 (UK)
9.  "Nothing Looks The Same In The Light (Instrumental Remix)" (6:40) - "Fantastic" CD / Cassete 
10. "Going For It" (Instrumental) [7'' Mix] (3:40) - "Young Guns (Go For It)" 7": Innervision / IVL A2766 (UK)
11 "Freedom (Instrumental)" (5:10) - 7" / 12'': Epic / A / TA 4743 (UK); 12" Maxi Single: Columbia / 44-05238 (US) 
12. "Do It Right"  (Instrumental) (4:05) - "I'm Your Man" 7" / 12": Epic / A / TA 6716 (UK)
12 "Careless Whisper (Instrumental)" (5:02) - "Careless Whisper" 7": Epic / A 4603 (UK)
13. "Club Fantastic Megamix" [12'' Mix] (8:35) - "Club Fantastic Megamix" 12": Innervision / TA 3586 (UK)
14.  "Soul Boy" [Inédito]
15. "Message from Wham!" - "Everything She Wants" 7": Epic / 07-5p-336 (Japão)


Disco 5 (DVD): "Fantastic Videos"
Videoclips:
1. "Wham Rap! (Enjoy What You Do?)"
2. "Young Guns (Go For It!)"
3. "Bad Boys"
4. "Bad Boys" (alternate)
5. "Club Tropicana"
6. "Wake Me Up Before You Go-Go"
7. "Everything She Wants"
8. "Freedom"
9. "Careless Whisper"
10. "Last Christmas"
11. "I'm Your Man" (Long version)
12. "Where Did Your Heart Go?"
13. "The Edge Of Heaven"
14. "A Different Corner"
Bonus:
15. "Careless Whisper" (Motown at the Apollo 1985.05.04)


Disco 6 (DVD): "Make It Big On The TV"
"Top Of The Pops": 
1. "Young Guns" (1982.11.04)
2. "Wham Rap!" (1983.02.17)
3. "Bad Boys" (1983.05)
4. "Club Tropicana" (1983.08.04)
5. "Wake Me Before You Go-Go" (1984.05.24)
6. "Wake Me Before You Go-Go" (1984.06.07)
7. "Careless Whisper" (1984.08.23)
8. "Freedom" (1984.10.11)
9. "Everything She Wants" (1985.01.03)
10. "Last Christmas" (1985.12.12)
11. "Where Did Your Heart Go?" (1986)
12. "The Edge Of Heaven" (1986)
13. "A Different Corner" (1986)
"The Tube":
1. "Ray Of Sunshine" (1983)
2. "Love Machine" (1983)
3. Entrevista no "The Tube" (1983)
4. "Wham! Wrap" ("The Tube" 1986 special) (Parte 1; Parte 2)
Outros programas: 
1. "Blue (Armed With Love)" ("The Russell Harty Show")
2. "Wham Rap!" ("Disco Ring" TV Show)
3. Entrevista no programa "Show Business" (1983)
4. "Wham! Special - Fantastic Tour!!" (Parte 1; Parte 2)
5. "Freedom" (Tony Wogan 1984 performance)
6. Entrevista no programa de Tony Wogan (1984)
7. Saturday Superstore (November 1984 Appearance)


Disco 7 (DVD): "Foreign Skies - Wham! In China"
1. "Bad Boys"
2. "Club Tropicana"
3. "Blue (Armed With Love)"
4. "Wake Me Up Before You Go-Go"
5. "A Ray Of Sunshine"
6. "Young Guns (Go For It)"
7. "Careless Whisper"
8. "Everything She Wants"
9. "Like a Baby"
10. "If You Were There"
11. "Runaway"
12. "Love Machine"


Disco 8 (DVD): "The Final Concert - Live At Wembley"
1. "Everything She Wants"
2. "Club Tropicana"
3. "Heartbeat"
4. "Battlestations"
5. "Bad Boys"
6. "If You Were There"
7. "The Edge Of Heaven"
8. "Candle In The Wind" (com Elton John)
9. "Credit Card Baby"
10. "Like A Baby"
11. "Love Machine"
12. "Where Did Your Heart Go?"
13. "Why" (Carly Simon cover)
14. "Last Christmas"
15. "Wham Rap!"
16. "A Different Corner"
17. "Freedom"
18. "Careless Whisper"
19. "Young Guns (Go for It!)"
20. "Wake Me Up Before You Go-Go"
21. "I'm Your Man" (com Simon Le Bon)

Eliminando as redundâncias, está aqui quase tudo o que os Wham! lançaram em vinil (LP e singles 7" e 12"), CD, cassete e VHS, ao longo da sua curta existência. Para além disso, está ainda o vídeo do lendário concerto de despedida da banda (apropriadamente chamado The Final Concert), no Estádio do Wembley, desde sempre desejado pelos fãs dos Wham! e de George Michael.

O Mundo já merecia uma caixa assim.