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domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed - "Metal Machine Music"

Antes de mais, assinalo que não sou fã de Lou Reed, nem nunca tive curiosidade de mergulhar mais profundamente na sua obra.
Dito isto, sempre admirei Lou Reed por ser um artista na mais ampla asserção da palavra, por ter vivido a sua arte com uma honestidade e pureza que são muito raras na música popular.
Ou era à maneira de Lou, ou então não era de maneira nenhuma. Os outros que se f**essem.



Em 1975, Lou estava no pico comercial da sua carreira, depois de 3 álbuns sucessivamente mais bem sucedidos ("Transfomer", "Berlin" e "Sally Can't Dance") e vivia debaixo de uma grande pressão por parte da editora, para lançar um novo trabalho à altura.
O que é que Lou fez? O maior pirete à "indústria" na História da música: lançou o infame "Metal Machine Music" - um álbum duplo, que consistia unicamente de 4 lados de feedback.



Em 2011, todos esperariam que Lou vivesse apenas das glórias do passado, reciclando o seu material em compilações, ou em digressões nostálgicas.
O que é que Lou fez? Voltou a molhar a sopa: chamou os Metallica e gravou um dos álbuns mais criticamente trucidados da História - "Lulu" - uma mistura de Thrash Metal, com textos declamados por Lou Reed (frequentemente fora do tempo da música).
"Lulu" foi de tal forma pulverizado, que provocou comentários em como era pior ainda que "Metal Machine Music".



Com Lou Reed, sempre se podia esperar o inesperado.
Ou era à maneira de Lou, ou então não era de maneira nenhuma. Os outros que se f**essem.

RIP Lou Reed (1942-2013) - Um dos grandes.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Noel Gallagher's High Flying Birds - "AKA... What A Life!"

"What a life!"



"It’s about things you love that are bad for you – drinking, women, smoking, you know... hero worship, that kind of thing. But thinking... aren’t they great?"
Noel Gallagher, sobre "AKA... What A Life!" 


Foi o "meu" grande álbum original (isto é, lançado no mesmo ano) de 2011. Lançado a 17 de Outubro do ano passado, bastou-me uma audição para ficar completamente rendido a "Noel Gallagher's High Flying Birds". A semana que se seguiu a esta 1ª audição foi para mim de trabalho intensivo, todos os dias "até às tantas" na empresa. O primeiro álbum a solo de Noel Gallagher foi a minha companhia. Resultado? Devorei positivamente "High Flying Birds".
Para terem uma ideia, segundo os registos do Windows Media Player do meu PC na empresa, nessa semana o álbum tocou mais de 40 vezes, enquanto trabalhava. E nisto já nem estou a contar com o CD em casa, nem com a cópia no carro, ambas em rotação constante.

Na semana seguinte, fui de férias para Londres e adivinhem o que levei no meu Creative? (sim, como já expliquei aqui, a Creative tem leitores de media portáteis muito melhores que a Apple e o seu iPod) "Noel Gallagher's High Flying Birds", "All Things Must Pass" de George Harrison e "Wasting Light" dos Foo Fighters.
Por motivos parcialmente alheios à música, essas férias em Londres resultaram numa das semanas mais felizes e entusiasmantes de toda a minha vida. Digo "parcialmente", porque a semana teve o  bónus de, sem estar à espera, ter a oportunidade de assistir ao concerto de estreia dos Noel Gallagher's High Flying Birds (o nome do álbum é igual ao nome da banda) na capital mundial do Rock. Ainda para mais, o concerto era no lendário Hammersmith Odeon (palco onde actuaram grandes nomes como os Queen, ou os Genesis e onde David Bowie "matou" Ziggy Stardust), hoje rebaptizado de HMV Hammersmith Apollo, por motivos publicitários.

Foi uma noite lendária, daquelas que ficam para sempre gravadas na nossa memória, como se uma longa metragem se tratasse. Daquelas noites para as quais somos transportados holograficamente, com o simples rebentar de uma determinada música nos altifalantes.

Mas como fazer parte de tudo isso?
Como seria de esperar, o concerto estava esgotadíssimo (toda a digressão britânica de estreia de Noel Gallagher esgotou em 4 minutos) e tive que recorrer a um scalper (em bom português, à candonga) para arranjar o bilhete. As pequenas lojas de discos mostravam nos seus placards anúncios com pessoas a vender os bilhetes a preços a rondar os 100£ / 150£, tudo para garantir um lugar no pequeno e exclusivo Hammersmith Odeon.

Sem outras alternativas, lá marquei um encontro com um destes "amigos", que me vendia o bilhete pela módica quantia de 80£. Apareceu um bife bem apresentado, com um blazer que lhe dava um ar de intelectual rockeiro (o que quer que esta amálgama signifique) e fiz o negócio. Não sabia se era um achado ou se estava a ser enganado, mas isso não interessava. Afinal, o Noel Gallagher estava à espera. Com a adrenalina a subir e uma pontinha de medo, lá fui desde o Hyde Park em direcção ao bairro de Hammersmith. A linha de metro estava cortada, o que me obrigou a dar uma volta enorme para lá chegar, com a hora do concerto a aproximar-se perigosamente.
Em cima da hora, com a adrenalina nos limites, cheguei ao Hammersmith Odeon.
Entrei.
O bilhete era genuíno.



WOW! Estava lá dentro. Finalmente, cumpria um sonho antigo, alimentado por todos aqueles documentários que seguiam as bandas em digressão. Estava "ali", "naquele momento", quando tudo estava a acontecer, debaixo da euforia londrina que recebia pela primeira o Noel Gallagher a solo. Fantástico!

Me @ Hammersmith Odeon

O concerto varreu o novo álbum por inteiro (estranhamente, com excepção de "Stop The Clocks", um dos seus temas fortes), mais alguns lados B, sacando aqui e ali nos inevitáveis clássicos dos Oasis.

- "(It's Good) To Be Free" (Lado B de "Whatever" - 1994)
- "Mucky Fingers" (Oasis - Álbum: "Don't Believe The Truth" - 2005)
- "Everybody's On The Run" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "Dream On" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "If I Had A Gun" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "The Good Rebel" (Lado B de "The Death Of You And Me" - 2011)
- "The Death Of You And Me" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "Freaky Teeth" (outtake de "Noel Gallagher's High Flying Birds"- 2011)
- "Wonderwall" [acústico] (Oasis - Álbum: "(What's the Story) Morning Glory?" - 1995)
- "Supersonic" [acústico] (Oasis - Álbum: "Definitely Maybe" - 1994)
- "(I Wanna Live In A Dream In My) Record Machine" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "AKA...What A Life!" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "Talk Tonight" [banda completa] (Lado B de "Some Might Say" - 1995)
- "Solider Boys And Jesus Freaks" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "AKA...Broken Arrow" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)
- "Half The World Away" (Lado B de "Whatever" - 1994)
- "(Stranded On) The Wrong Beach" (Álbum: "Noel Gallagher's High Flying Birds" - 2011)

Encore:
- "Don't Look Back In Anger" (Oasis - Álbum: "(What's the Story) Morning Glory?" - 1995)
- "The Importance Of Being Idle" (Oasis - Álbum: "Don't Believe The Truth" - 2005)
- "Little By Little" (Oasis - Álbum: "Heathen Chemistry" - 2002)




Para mim, ávido fã de (quase) tudo o que os Oasis e Noel fizeram (incluindo, obviamente, este álbum), foi uma setlist perfeita. O culminar de um dia perfeito.
Londres ainda me reservaria mais umas surpresas, mas não tinha nenhum lugar mais alto para me levar. Naquele momento, já estava no céu.

domingo, 17 de junho de 2012

Mihály Víg - "A Torinói Ló"



Hoje vou mudar um pouco a agulha ao blog.
Já há algum tempo que tenho a vontade de fazer uma "Semana de Cinema". Isto é, uma semana temática (à semelhança do que fiz com a "Semana Elton"), dedicada às minhas bandas sonoras preferidas.
Infelizmente, tal como um rol de outras ideias, isso ainda não foi materializado por manifesta falta de tempo. E infelizmente também, ainda não será desta.
Porém, ainda antes de levar esse conceito mais a sério, não resisto a falar do filme que assisti ontem no cinema: "O Cavalo de Turim" (nome original "A Torinói Ló").
Mais que um filme, uma obra de arte.

"A Torinói Ló" é o filme de despedida do cineasta húngaro Béla Tarr (assim anunciado pelo próprio, que afirma nada mais ter para dizer), nos últimos tempos recorrentemente aclamado como um dos grande mestres do cinema moderno.

Não é fácil falar de "A Torinói Ló". Não é fácil, porque o filme pode ser analisado por diversas perspectivas diferentes.
Podemos falar da fotografia, que é de uma beleza meticulosa; da música, que com um tema apenas de Mihály Vig, em constante repetição, assume um papel fundamental na mensagem do filme; da acção, quase inexistente e numa "quase-repetição", com pequenas nuances, também fundamentais na percepção da referida mensagem; dos metaforismos, que estão por todo lado, igualmente fundamentais na interpretação do filme; da fortíssima carga religiosa (ou melhor, de negação da religião) que o filme parece carregar.
Enfim, poderíamos falar de tanta coisa, que falar de "O Cavalo de Turim" daria para uma tarde de discussão e poderia resultar numa longa dissertação.

Para já, ainda abanado com a carga emocional que o filme despeja no espectador, digo apenas que foram 2 horas e meia de belíssimo cinema.
Cinema difícil, mas belíssimo.

A espaços, chega a ser "secante". É preciso ter estômago, paciência e não levar sono para a sala.
Mas quem estiver disposto a contemplar 2 horas e meia da melhor cinematografia (de um verdadeiro deleite para os olhos), onde se metaforiza sobre o abandono a que Deus vetou o Mundo e as pessoas que o habitam... Vale muito, muito o esforço.
O meu valeu, com toda a certeza.

"A Torinói Ló" é um filme de 150 minutos, a preto e branco e com muito pouco diálogo.
Objectivamente, não é um filme de fácil visualização e não é para todos. Não é um filme de "pipocas e coca-cola", vivendo numa filosofia de antagonismo com o cinema americano a que estamos habituados. Quando fala à imprensa, Béla Tarr deixa isso bem claro e não se coíbe de malhar no cinema do circuito comercial:

‎"I always had in mind that the audience is intelligent, sensitive and will understand – so I always did my best.
I can’t do some piece of shit because it’s just for kids.
The showbiz guys treat the audience as children, and they say this shit is good enough for them. Not true.
I respect the viewer. I respect my work. And I want to protect it. That means protecting it from me too…"

Para Béla Tarr, a cinematografia é tudo. Muito parcos em acção ou enredo, os filmes do realizador húngaro são o exemplo mais acabado daquilo que eu chamo de "filmes contemplativos". Se há filmes que merecem ser vistos no ecrã de cinema, esses são os de Béla Tarr.

Os planos nos seus filmes são longos, longos, longuíssimos, a desafiarem a calma do espectador mais paciente, mas valem pela sua beleza e pelo seu significado.
Para terem uma ideia do que estou a falar, "O Cavalo de Turim" tem a duração de 2 horas e meia (150 minutos) e apenas 30 planos. Isto equivale a uma média (repito: média!) de 5 minutos por plano. Tendo em conta que a média "normal" de duração de um plano é de cerca de 5 a 10 segundos, 300 segundos por plano é algo que, como referi, testa a paciência do espectador.
Conclusão: não convém levar sono para a sala de cinema.

Contas à parte, não é por acaso que Béla Tarr é quase unanimemente considerado, entre os cinéfilos, como um dos mais brilhantes realizadores da actualidade. Por isso, não admira que a chegada de "O Cavalo de Turim" às salas de cinema portuguesas tenha sido recebida com êxtase por toda a crítica de cinema portuguesa: no DN (por João Lopes e Flávio Gonçalves), no i, na RTP, no Ípsilon (Público), no C7nema, ou no Sétimo Continente.
Note-se que "O Cavalo de Turim" é o primeiro filme de Béla Tarr a estrear em Portugal. Não deixa de ser curioso que o primeiro filme do húngaro a chegar a Portugal seja o último capítulo da sua obra.
Da minha parte, o meu muito obrigado à Midas Filmes, por trazerem a Portugal, finalmente, os filmes de Béla Tarr.
Já não era sem tempo.

Em baixo está a cena de abertura de "A Torinói Ló", em que o narrador conta a história que serve de mote à acção do filme, seguida de uma sequência fabulosa, das mais belas que já vi no cinema, em que vemos "O Cavalo de Turim" (na realidade é uma égua) a puxar uma carroça ao som da hipnótica banda sonora de Mihály Vig.
Lindo, lindo, lindo.



Neste clip podemos ouvir toda a banda sonora que Mihály Vig compôs para "A Torinói Ló". Um só tema, que é repetido até à exaustão ao longo do filme. Um só tema que, com a sua melancolia, aperta mais e mais o coração e permanece na nossa cabeça, num teimoso loop depois do filme terminar, durante dias, semanas a fio...

"Hogy a lóval mi lett, nem tudjuk" (Do cavalo, nada sabemos)

O filme parte de um evento histórico: o cavalo que Friedrich Nietzsche viu ser espancado em Turim e depois do qual o filósofo fica traumatizado, perdendo a razão e a fala durante os 10 anos que se seguiram, culminando na sua morte. Este episódio não está relacionado com o que vemos no filme. Nietzsche está ali, mas apenas a nível filosófico.
Depois deste evento, o cavalo regressa a casa com o seu dono e o filme disseca até ao mais pequeno detalhe a vida vazia do cavalo, do dono e da sua filha.

A acção do filme é de tal forma minimalista, que somos obrigados a agarrar nos mais pequenos pormenores para conseguir "ligar os pontos" e perceber qual é, afinal, a mensagem de Béla Tarr.
Béla Tarr deu uma pista e revelou que "A Turin Horse" era uma reflexão sobre o "peso da existência humana". O "insustentável peso do ser".

A minha interpretação é que o filme é, essencialmente, uma reflexão religiosa. Ou melhor, uma reflexão niilista sobre a religião. O vazio da vida, para além daquilo que nós fazemos dela. Uma tese da descrença em qualquer fundamentação metafísica para a existência humana. Uma ilustração do tal "peso da existência humana".

A religião aparece em várias pistas que Béla Tarr vai dando ao longo do filme, como no monólogo do vizinho que aparece para pedir a Palinka, ou no livro que um cigano deixa à filha.
O abandono de Deus à humanidade. Como disse Nietzsche: “Deus morreu, mas a natureza humana é de tal ordem que é muito provável que, durante milhares de anos, haja grutas em que a sua sombra continuará a ser vista.”
Deus abandonou esta família numa "ilha" rodeada por uma tempestade inultrapassável. A "ilha" (na realidade, uma casa isolada, perdida no meio do nada) vai morrendo lentamente ao longo do filme, caminhando, tal como os seus habitantes, em direcção ao vazio, ao nada (em latim nihil, ou seja, "niilismo"). O caruncho que deixa de roer, o cavalo que deixa de comer, o poço que seca, a tempestade que redunda no silêncio, o preto e branco que redunda no... preto. E no final, a escuridão.

"Teljes csend borul a házra is.

VÉGE"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Noel Gallagher's High Flying Birds - "The Death Of You And Me"

"Let's run away together you and me, forever we'd be free
Free to spend our whole lives running, from people who would be the death of you and me"



Já aqui falei dos Beady Eye, o novo projecto de Liam Gallagher e dos restantes membros dos Oasis, depois da separação da banda, na sequência da saída de Noel. Falei, mas falei ainda muito pouco, uma vez que adorei "Different Gear, Still Speeding", até ao momento um dos meus álbuns preferidos de 2011.

Chegou então agora a hora de falar da nova vida de Noel Gallagher, também conhecido como "o Chefe".
Depois da implosão dos Oasis em 2009, consequência de uma já célebre discussão em Paris entre os irmãos Gallagher, em que Liam se serviu de uma guitarra para tentar atingir Noel, qual lenhador que usa o machado num pinheiro, Liam e Noel seguiram caminhos diferentes.

Liam desdobrou-se em entrevistas e mensagens no Twitter, formou os Beady Eye e estes rapidamente gravaram e lançaram o seu primeiro álbum. Ao contrário de Liam, Noel resguardou-se na discrição que achou necessária para decidir o que fazer a seguir. Mas nem por isso o tempo de Noel foi menos produtivo...

No início deste mês, Noel deu uma conferência de imprensa para anunciar o lançamento não de um, mas de dois (!!!) novos álbuns: ainda este ano, o álbum de estreia dos "Noel Gallagher's High Flying Birds" - a sua nova banda de acompanhamento - e para o ano, um álbum de colaboração com os Amorphous Androgynous.

"Noel Gallagher's High Flying Birds" deverá ser um álbum em linha de continuidade com a direcção que Noel já seguia nos tempos finais dos Oasis (por exemplo, com "Falling Down" ou "The Importance Of Being Idle"), com mais influências electrónicas e psicadélicas na sua música. Contudo, Noel já avisou que "só lá para a 6ª faixa" é que há o primeiro solo de guitarra, por isso podemos esperar algo de, no mínimo, diferente.


Quanto ao projecto com os Amorphous Androgynous, aí sim devemos ter Noel a fazer um mergulho profundo na electrónica, o que ele já ameaça fazer desde a colaboração com os The Chemical Brothers em 1997 para o single "Setting Sun", que atingiu o 1º lugar nas tabelas britânicas.

Para já, venha então o "Noel Gallagher's High Flying Birds"!
Pessoalmente, tenho as expectativas nos píncaros para o primeiro álbum do "Chefe", como não me lembro para nenhum outro álbum recentemente. Aqui, Noel pôde finalmente trabalhar para si, sem se preocupar com os standards do que os fãs dos Oasis esperam. Escolher as melhores músicas (já todos conhecemos "Stop The Clocks" e "Record Machine"), fazer arranjos ainda mais psicadélicos e, quem sabe, surpreender-nos a todos com um álbum seminal. A ver vamos.

"Noel Gallagher's High Flying Birds" foi produzido pelo próprio Noel Gallagher e Dave Sardy (produtor dos dois últimos álbuns dos Oasis) e chegará às lojas a 17 de Outubro deste ano. O álbum contará com 10 temas:

"Everybody's On The Run"
"Dream On"
"If I Had A Gun"
"The Death Of You And Me"
"(I Wanna Live In A Dream In My) Record Machine"
"AKA...What A Life!"
"Solider Boys And Jesus Freaks"
"AKA...Broken Arrow"
"(Stranded On) The Wrong Beach"
"Stop The Clocks"


Antes da chegada do álbum, a notícia do dia é a revelação de "The Death Of You And Me", o single de avanço de "Noel Gallagher's High Flying Birds" e por aqui já podemos ter a noção que não se deve fazer grandes previsões para este álbum.
A primeira impressão de "The Death Of You And Me"? Poderia ser um tema clássico dos Oasis, com a diferença que, ao invés de termos um solo de guitarra, temos um solo de... trompetes e saxofones!
De resto, os hooks da música do Noel estão todos lá. Depois de ouvir o tema pela 2ª vez, fiquei automaticamente com ele na cabeça e esse é o maior elogio que ainda posso fazer ao Noel, ao fim de tantos anos a seguir a sua carreira.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Beady Eye - "Four Letter Word"

"I don’t know what it is I’m feeling
A four letter word really gets my meaning
Nothing ever lasts forever"



Para começar o ano em grande, fica aqui o novíssimo tema dos Beady Eye - a nova banda dos antigos membros dos Oasis: Liam Gallagher, Andy Bell e Gem Archer.



Este tema é "Four Letter Word" e vai ser lançado em single dia 17 de Janeiro. Vai estar também incluído no álbum "Different Gear, Still Speeding", que só chegará a 28 de Fevereiro.
"Four Letter Word" parece-me um esforço mais satisfatório que "Bring The Light", o primeiro single do álbum que, apesar de interessante, "soube-me a pouco".


Para já, mantenho praticamente intactas as minhas expectativas para o álbum do próximo mês. A verdade é que muitos dos meus temas preferidos dos últimos 2 álbuns dos Oasis ("Don't Believe The Truth" e "Dig Out Your Soul") foram escritos pelos actuais membros dos Beady Eye. Veremos então.