domingo, 18 de junho de 2017

Roger Waters - "Picture That"

"Picture a leader with no fucking brains"


Faz-me muita confusão ler as opiniões quase unanimemente complacentes e moderadas relativamente ao novo álbum de Roger Waters. Condescendentes, diria até. Parece que ouviram uma vez — se ouviram uma vez sequer — escreveram meia dúzia de banalidades e siga para bingo. Mas que caralho, pá. Aceito todas as reacções, mas se há uma coisa que Roger Waters não provoca é indiferença. Preservem a dignidade do homem, por favor. Na minha óptica, esta condescendência constitui maior ofensa ao Roger do que de lhe dissessem na cara que o álbum é uma valente merda. Mas que nova moda é esta de não ter opinião para não magoar ninguém? Pela minha parte, até posso nem dar a minha opinião, mas se me perguntam, eu digo. Costumo ter opiniões. Vamos agora todos pintar as nossas palavras de cinzento porquê? Para agradar aos outros? Citando o Roger, fuck them.

"Is This The Life We Really Want?" é um álbum difícil. Podemos começar por aí. É uma audição extenuante, tal o negativismo que assola a música do princípio ao fim. "I'm still ugly, you're still fat", começa Roger por dizer logo no primeiro tema. "Our parents made us what we are. Or was it God? Who gives a fuck? It's never really over."
Também é um álbum fatalmente político, não há volta a dar. Eu costumo ser apologista que os meus artistas se mantenham longe da política, mas a verdade é que "Animals" era político ("The Final Cut" idem) e não deixa de ser uma obra-prima por isso. Roger tem opiniões fortes e quer expressá-las; e ainda bem. Se ao menos o fizesse mais vezes. Foi preciso ir o Trump para a Casa Branca para o fazer sair da toca.


O tom é agressivíssimo, mesmo para a bitola de Roger. Para terem uma ideia da violência das palavras, vou citá-lo no niilista "Picture That": "Picture a courthouse with no fucking laws / Picture a cathouse with no fucking whores / Picture a shithouse with no fucking drains / Picture a leader with no fucking brains". Bem, por onde começar? Comecemos pelo fim: Trump, obviamente. Ele aparece várias vezes ao longo do álbum, quer neste tipo de referências, quer em discurso directo ("This is a fine tuned machi.."). É ele o alvo principal de todo o fel que Roger despeja ao longo destes 54 minutos. Depois, "Picture a cathouse with no fucking whores"?! Uma tradução possível disto será "imaginem uma casa de putas sem as putas das putas".

Mark Twain disse um dia que em determinadas circunstâncias de urgência e desespero, um palavrão é capaz de proporcionar um alívio negado até pela oração. Roger faz uso deste alívio profusamente ao longo do álbum, como um velhote a gritar obscenidades à televisão. À custa disto, Roger foi avisado pela editora que se não fizesse uma versão limpa, o seu álbum não iria ser vendido no Walmart e noutras cadeias mais "sanitizadas" nos Estados Unidos. Em resposta, Roger gritou sem pensar duas vezes: "FUCK WALMART! Se não quiserem vender o meu álbum, não vendem! FUCK THEM!". Grande Roger. É por estas coisas que te amo.

Mas calma, que isto ainda fica pior. Voltemos a "Picture That" e atentemos na estrofe seguinte: "Follow me filming myself at the show / On a phone from a seat in the very front row / Follow Miss Universe catching some rays / Wish You Were Here in Guantanamo Bay" — mais um punhado de estalos à nossa realidade. Roger começa por apontar aos próprios fãs e à porra dos telemóveis hasteados nos concertos; não há paciência, de facto. Depois àquela nossa mania de seguir a Miss Universo, a Miss Portugal e a Miss Israel no Instagram. Para quê, ao certo? Não sei, mas todos o fazemos e não há inocentes. Mas o pior vem a seguir: "Wish you were here in Guantanamo Bay"?! A referência ao álbum dos Pink Floyd é óbvia e representa uma desconstrução de tudo de bom que Roger já teve. É que "Wish You Were Here" é tão somente o álbum mais pacífico da História dos Floyd e aquele normalmente apontado por toda a banda como o melhor esforço colaborativo de todos. Um produto de amizade, portanto. Mas aqui parece que toda a luz em Roger foi ensombrada pela escuridão e tudo de bom que passou cheira a podre.

"Is This The Life We Really Want?" é pesadíssimo. O desconforto é uma sensação provocada deliberadamente no ouvinte e por diversas vezes no limite do suportável ao longo do álbum, como na secção média de "Bird On A Gale". Roger está tão fodido aqui como estava em "Animals", com a diferença fundamental que agora já não tem o David nem o Rick para complementar a sua raiva com música. Tem o Nigel Godrich (produtor dos Radiohead) para tentar emular isso, mas nem sempre chega.

Goste-se ou não, Nigel Godrich teve um papel importantíssimo na criação deste álbum e arrisco dizer que se não fosse ele, "Is This The Life We Really Want?" não teria sido possível. Pelo menos não assim. O objectivo de Nigel parece ter sido tripartido: focar Roger nas suas canções e obrigá-lo a abandonar (na medida do possível) as suas megalomanias; destacar ao máximo as valências de Roger (nomeadamente a mensagem); e fazer soar o álbum "à Pink Floyd" (os callbacks à música dos Pink Floyd são intermináveis). Nigel assumiu responsabilidades e correu riscos. E meteu a cabeça no cepo quando avisou os fãs que não havia solos de guitarra em "Is This The Life We Really Want?". Passado o choque inicial, hoje creio que esta medida veio em tudo beneficiar Roger. Senão vejamos: nos três primeiros álbuns a solo, Roger convidou Eric Clapton, Andy Fairweather Low e Jeff Beck para tentar compensar a falta de David Gilmour. Nenhum deles conseguiu. Melhor assim então.

É um exercício interessante comparar "Is This The Life We Really Want?" a "Rattle That Lock", álbum de David Gilmour de 2015. O álbum de David é leve e despreocupado, o reflexo de alguém que está bem com a vida. Por outro lado é também um álbum demasiado relaxado, que não levanta muita poeira e não corre riscos (e quando corre é mal sucedido e sim, estou a falar do terrível "The Girl In The Yellow Dress"). O álbum de Roger mostra exactamente o oposto: um homem amargurado e revoltado, oblívio a tudo de bom que já lhe aconteceu (e foi muito) e a todo o mundo que o ama.

Gostava um dia de dizer ao Roger que it's all right. Que ele não precisa de carregar todo o peso do mundo em cima dos ombros e que não será ele, sozinho, a resolver os males da humanidade. Mas não posso. E mesmo que lhe dissesse tudo o que quero, sei que ele não me iria ouvir. E talvez ainda bem, porque é assim que eu gosto do meu Roger. Fodido.

Tenho a perfeita noção que pintei um cenário tão negro que, se chegaram até aqui, já não sabem se devem ou não ouvir o novo álbum do Roger. Devem, pois claro que devem. "Is This The Life We Really Want?" é o álbum mais niilista da carreira de Roger Waters e se isso não chega para atrair a vossa atenção, não sei o que fará. Ouçam, mas tenham um copo de vinho à mão, de preferência. Sempre é uma anestesia para o vazio que vão sentir.

11 comentários:

  1. "Tenho a perfeita noção que pintei um cenário tão negro que, se chegaram até aqui, já não sabem se devem ou não ouvir o novo álbum do Roger."

    A mim deixou-me foi curiosa. Honestamente não estava muito para aí virada, mas depois de ler o teu post despertou-me a curiosidade ;)

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  2. É um bom álbum, de longe o melhor de Roger Waters (também não é difícil...). Ele recicla muita coisa dos Pink Floyd, mas consegue fazer uma obra diferente. Não concordo com esta frase: "já não tem o David nem o Rick para complementar a sua raiva com música". Mesmo musicalmente, Roger Waters era o elemento mais criativo dos Pink Floyd. A frase transparece uma ideia errada, se calhar não intencional, de que Roger Waters é essencialmente letrista.

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    1. A frase é intencional. Não significa que ele é só letrista, mas que sem o contributo do David e do Rick, a sua componente musical sofre muito e isso nota-se em todos os álbuns a solo do Roger.

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  3. A música pop está repleta de génios que a partir de certa altura esgotaram. Bob Dylan, Paul McCartney, Bowie, os Rolling Stones, os Led Zeppelin, os U2, and so on... Foi isso que aconteceu a Roger Waters. Foram 15 anos de inacreditável criatividade, e esgotou. Ficou sem nada para dar. Os discos a solo são muito fracos, mas o Final Cut é, na minha opinião, genial, e é praticamente um disco a solo. Já agora, os discos dos Pink Floyd sem Waters podem ter tido muito sucesso (nem tanto assim, foram mais as digressões), mas são lastimáveis. Aquilo é uma sopa para indivíduos de meia idade.
    Dizer que Roger Waters é sobretudo letrista é esquecer que na fase mais aclamada dos Pink Floyd ele escreveu praticamente todas as melodias.

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    1. Mário, discordo do comentário quase na totalidade :)
      Relativamente ao esgotamento artístico dos músicos, isso não é uma regra, mas é uma observação que se pode fazer e uma discussão que se pode ter sobre quase todos, nalguns casos mais justamente que outros. Por exemplo, discordo com o esgotamento artístico do Roger pós-Floyd. "Radio KAOS" está repleto de ideias geniais, mas na maioria das vezes faltam-lhes acompanhamento musical a condizer. O mesmo se pode dizer para o "Amused To Death", sendo que nesse caso houve o cuidado de fazer uma produção mais próxima do "classic Roger" e por isso passou bem melhor ao teste do tempo. Para mim o melhor tema do Roger a solo é um B-Side do KAOS, "Get Back To Radio", que tem um potencial enorme, mas nem sequer terminou.
      Quanto a dizer que o Roger é "sobretudo letrista" ou "essencialmente letrista", note que isso são coisas que eu nunca disse, foi o Mário ;)
      Disse sim que sem o contributo musical do Rick e David, o Roger sofre e é precisamente isso que ouvimos nos seus álbuns a solo. A fonte só terá secado no pós-"Amused To Death" e talvez por isso só lhe ouvimos um álbum novo este ano.
      Quanto ao Roger escrever "praticamente todas as melodias", isso é um enorme exagero histórico (a não ser que estejamos a falar do "The Wall"), mas obviamente que teve um contributo essencial em toda a música dessa fase mais aclamada. Ou não fosse ele quem mandasse de facto.
      Quanto aos discos dos Pink Floyd sem Waters serem lastimáveis, ou uma sopa para indivíduos de meia-idade, bem, nós já nãos estamos nos anos 90 e felizmente que o mundo já não os vê com esses dogmas dessa altura. Eu tinha 10 anos quando ouvi o "The Division Bell" pela primeira vez, hoje tenho 31 (não passei ainda pela meia-idade, portanto) e é o meu álbum preferido. Nesta tour do David conheci dezenas de fãs de todo o mundo ainda mais novos que eu e com a mesma percepção. Por isso não será uma coisa da idade de certeza.
      Esses são fenómenos situacionais que eu entendo (imagino que não tenha sido fácil lidar com o choque de ver o Roger sair dos Floyd na época), mas que eu posso analisar à distância. O "The Division Bell" não recebe o crédito que merece porque não teve o contributo conceptual do Roger, mas também não precisou disso. Tem o seu valor próprio. Não fala sobre a guerra, nem sobre a alienação da sociedade, mas fala sobre a comunicação interpessoal, um assunto tão ou mais importante que os outros. Pela minha parte, é até muito mais importante, uma vez que é um problema que me é muito mais familiar do que perder o pai na guerra (felizmente, como é óbvio).
      Em todo o caso, respeito a opinião do Mário em não gostar do TDB. Talvez um dia o Mário largue os dogmas e ouça o álbum de outra forma :)
      Abraço!

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  4. Não foi um choque ver sair Roger Waters porque na altura sabia lá. Tinha 17 anos. Ainda devo ter em casa dos meus pais uma cassete com a entrevista na rádio que o DG e NM deram para o lançamento do MLOR. Estava entusiasmadíssimo. Lembro-me de ter ouvido o Learning to Fly e ter gostado. Depois comprei o álbum e não compreendi. Havia qualquer coisa que não batia certo. Só mais tarde atingi, o disco era muito mau. Mas tb comprei o primeiro álbum do RW e detestei. É um disco até disparatado. Fora o single, não há jeito nenhum que se possa dar àquilo. O Radio Kaos já é melhorzito, tem algumas coisas interessantes. Gosto muito do Me or Him. O Amused to Death é intragável, o RW perdeu o norte, uma confusão de coisas e barulhos e vozes e coros e sei lá mais o quê. O Division Bell na minha opinião é pastoso. É um disco muito lavado, como tudo que DG faz sozinho. A música tem de ter sujidade, arestas, atrito, agressividade. Enfim, a minha opinião é esta: os PF, depois de Final Cut, já não tinham nada para dar. A música deles deixou de fazer sentido. Quem quer ouvir música boa (eu sei, é subjectivo) tem de ir para outras paragens.
    Já agora, tente ver música por música (de DSOTM até Final Cut) quais foram as que RW não fez a melodia. Eu só encontro The Great Gig in The Sky, talvez Breathe, Dogs, Comfortably Numb e talvez Young Lust e Run Like Hell.
    Mas a música não é só melodia e é óbvio que sem D. Gilmour e Rick Wright os PF nunca teriam sido a banda superlativa que foram. Não só porque contribuíram e muito nestes discos, mas tb porque os discos anteriores também são muito bons. Um dos meus discos preferidos dos PF é o Atom Heart Mother e o DG está magistral. A melhor música dos PF é na minha opinião Echoes, que é sobretudo uma composição de Gilmour e Wright.
    Bem, ficamos por aqui, perco-me um bocado quando falo dos PF. Está-me no sangue :)

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    1. Também me perco com os PF, sou igual ;)

      Vamos por partes. Quanto ao AMLoR, é de facto um álbum em que o David se estava a tentar encontrar que tem momentos de excelência ("Sorrow", "On The Turning Away") e momentos de puro desnorte ("A New Machine", wtf?!). Foi um álbum que abriu o caminho para a obra-prima que é o "The Division Bell". Lavado? Consigo ver onde quer chegar, mas esse é um reflexo da temática do álbum. É o que melhor resulta ali. Claro que é um animal muito diferente do "Animals", por exemplo, onde se consegue ouvir a fricção na banda. A raiva, essa, já tinha saído dos PF com o Roger. Se o Mário é fã dos Floyd e da guitarra do David, está a perder grandes malhas no TDB. Acredite. Mas só as vai conseguir apreciar quando aceitar o TDB como aquilo que ele é :)

      Achei muito curiosa a sua avaliação da discografia do Roger. Normalmente o público ordena os álbuns dele ao contrário: primeiro o Amused To Death (até ao nível dos PF), depois o Pros & Cons e depois o Radio KAOS. Eu gosto muito de todos, cada um tem as suas qualidades e as suas deficiências. O Pros & Cons tem altas licks do Eric Clapton, por exemplo. É interessante pensar que este até era o concept com que o Roger queria avançar em 1979, mas o David preferiu o The Wall :)

      Quanto às melodias do classic period (que eu presumo que esteja a falar entre o DSotM e o The Wall): no Dark Side tens o "Money", "Brain Damage" e "Eclipse" (e vá, o "On The Run" que é baseado numa chord sequence do David modificada pelo Roger); no WYWH tens o "Welcome to The Machine" e o "Have A Cigar"; no Animals é o lado 2 e o início do primeiro. Estes são os temas em que a melodia é originalmente dele, mas que não funcionariam da mesma forma sem o contributo do David e do Rick (basta ver o Pros & Cons que até foi escrito na mesma altura). Pense por exemplo no "Pigs (3DO)", que tem aquela sequência hipnótica do Rick que basicamente faz o tema (eu até acho que ele merecia um crédito por isto). Onde eu quero chegar aqui e onde eu quis chegar originalmente é que o Roger precisa dos outros para que a sua música ganhe vida. Esqueça a parte do "essencialmente letrista" que isso veio da cabeça do Mário ;)

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  5. Quando falei em melodias, referia-me às partes cantadas. É nisso que ele é bom, a construir melodias vocais, seja sobre canções originais dele, seja pegando composições de outros. Time é uma melodia original de RW, basta ir ouvir as demos. Us and Them é uma melodia que RW fez sobre uma música de R. Wrigth. A parte vocal de Shine You Crazy Diamond tb é dele, e mesmo a melodia da canção WYWH foi composta por ele (embora aqui o mérito vá quase todo para interpretação de DG; só ele é que sabe cantar esta música). O álbum Animals foi todo composto por RW, excepto Dogs. Do The Wall nem vale a pena falar.
    Quanto ao resto, os nossos gostos e opiniões são muito diferentes, acho que não vale a pena discutir. Basta isto: acabei de ler num post seu que considera que o Final Cut não tem melodias, e isto é a coisa que está mais nos antípodas da minha opinião. Muito antes de eu perceber patavina do que lá se dizia (o meu inglês foi sempre medíocre), já adorava o álbum exactamente por causa das melodias. Aliás, sempre gostei de RW por causa das melodias. As letras foram algo que fui percebendo com o tempo.

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    1. Eu não me referi ao "Time" nem ao "Wish You Were Here" porque esses foram esforços colaborativos (e isso é dito pelos próprios por exemplo, na exposição Their Mortal Remains que está neste momento em Londres). O "Us And Them" veio do Rick. E quanto ao "Animals", o "Dogs" é o Lado 1 praticamente todo (dizer "só" a meio álbum, come on! :) ) e como já referi em cima, o "Pigs (3DO)" apesar de estar creditado exclusivamente ao Roger, não funcionaria sem aquela sequência hipnótica do Rick. Mas já estamos a andar em círculos, porque acabo sempre por me repetir. Nunca pus em causa o valor do Roger, adoro o homem como ninguém. Ele mudou a minha vida. Disse (e reitero) que as composições dele sofrem muito quando não têm o contributo do David e do Rick.
      Relativamente ao "The Final Cut" (que eu adoro), parece-me óbvio que o álbum tem muito mais valor lírico e ambiental, que propriamente musical. E acho que é a primeira vez que discuto Floyd com alguém que me diz o contrário, mas ainda bem, o reportório dos PF é riquíssimo, tem alguma coisa para todos e cada um o toma à sua maneira :)

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  6. Viva, estive fora e não lhe pude responder. Seja como, já não há muito a dizer. Queria apenas lembrar-lhe que me referia às melodias de voz. O Time, por exemplo, foi um trabalho colectivo, sem dúvida, mas começou com uma canção que Roger Waters compôs e depois foi trabalhada em grupo, mas sobretudo o intro.
    Dogs não deixa de ser um única música, independentemente da duração. Até porque para essa maior duração contribuiu muito Roger Waters.
    Quanto ao Final Cut, não estou sozinho. A Rolling Stone deu-lhe na altura cinco estrelas, e a Pitchfork 9 em 10. Enfim, a maioria das pessoas não gosta, mas depois há os que a consideram uma obra-prima. Abraço.

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