terça-feira, 17 de abril de 2012

Elton John - "Take Me To The Pilot"

"Through a glass eye your throne is the one danger zone, take me to the pilot for control... Take me to the pilot of your soul!"




A semana Elton continua e se ontem começámos com o álbum icónico de Elton - "Goodbye Yeallow Brick Road" - hoje vamos fazer uma pequena analepse até 1970, ano em que a sua carreira começou a levantar voo.

Mas recuemos ainda mais um pouco.
Segundo o próprio Elton John, a sua carreira como artista começou "por obrigação", devido à impossibilidade de encontrar alguém que interpretasse os temas da dupla Elton John / Bernie Taupin, o primeiro na música e o segundo nas letras.

A estreia de Elton John em gravações de estúdio seria em 1969 com o álbum "Empty Sky", uma ovelha tresmalhada no cartório mais antigo de Elton. Sem grande sucesso, a dupla Elton / Taupin foi buscar Gus Dudgeon para produtor e Paul Buckmaster para os arranjos orquestrais, equipa que se manteria por muitos mais álbuns.

O resultado do trabalho da nova equipa foi o homónimo "Elton John", lançado em 1970. Um álbum fantástico, que lançou Elton John para as mais altas esferas comerciais tanto nos EUA, como no Reino Unido.
Aliás, o mais curioso é que, apesar de ser uma equipa britânica, o frisson de volta de Elton John começou na América e só daí teve feedback no UK, fazendo um "efeito boomerang", que fez com que muitos nas ilhas pensassem que Elton era americano.


Meticuloso e polido, o álbum "Elton John" está repleto de grandes canções pintadas com laivos de uma grandiosa produção. Um feito notável para um álbum de "quase-estreia" (considerando "Empty Sky" uma falsa partida), que estabeleceu uma altíssima bitola para o que viria a seguir. E Elton cumpriu essa bitola... e de que maneira. Mas voltaremos a isso mais tarde.

O grande êxito deste álbum é, claro está, "Your Song". Um tema que dispensa apresentações e que se tornaria no ex-libris de Elton.

O tema que aqui fica é "Take Me To The Pilot", o segundo single retirado de "Elton John" (o primeiro havia sido o religioso "Border Song"), cujo lado B era... "Your Song".
Claro está que "Your Song" recebeu muito mais airplay nas rádios que "Take Me To The Pilot", substituindo este como o lado A do Single e disparando para o Top 10 das tabelas no Reino Unido e nos EUA.

Apesar disso, o meu tema preferido de "Elton John" é este "Take Me To The Pilot", que podemos ouvir em cima na versão de estúdio e em baixo numa magnífica versão ao vivo na BBC, completa com uma pequena orquestra conduzida por... Paul Buckmaster.



"Take Me To The Pilot" é um tema que entra facilmente no ouvido, com o seu refrão de "na na na" 's, mas de muito difícil compreensão. Tanto Bernie Taupin (autor da letra), como Elton, já confessaram diversas vezes não fazer a mínima idea sobre o que significa o tema.
Nas palavras de Elton:

"And in the early days, there were a lot of inquiries about 'What does this song mean? What does that song mean?' and in the case of 'Take me to the pilot/Lead me through the chamber/Take me to the pilot/I am but a stranger', I have no idea! You're on your own, I tell you."

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Elton John - "Funeral For A Friend / Love Lies Bleeding"

"The roses in the window box have tilted to one side"



Esqueçam tudo o que pensavam que sabiam acerca de Elton John.

Nos próximos dias, vou apresentar 5 temas "que ninguém ouviu" de Elton John, 5 razões que provam que Elton John é muito mais que o "velho gay gordo" que alguma comunicação social (principalmente a portuguesa) quer fazer passar. Aliás, a má imprensa que Elton John tem em Portugal é (quase) um caso de estudo, de tão desligada da realidade de outros países na Europa e nos EUA. Digo "quase" já que, para além do inevitável factor homofóbico (sempre importante numa análise musical), a única razão que pode explicar esta incompreensão geral em Portugal para com EJ redunda no famoso incidente do Casino Estoril.

Pois, o incidente do Casino Estoril... Todos já ouvimos falar dele, mas poucos sabem o que realmente se passou.
A 13 de Setembro de 2000, Elton John faria supostamente o seu regresso a Portugal, depois do grande concerto no Estádio de Alvalade em 1992, na digressão de promoção ao álbum "The One". Mas desta feita, quem trouxe EJ a Portugal foram os euros de um casino (na época já se transaccionava o Euro) e não uma comum promotora. Assim, o concerto estava reservado à "nata" socialite portuguesa, mais preocupada em fumar os seus charutos, do que em ouvir o espectáculo que aí vinha.

Chegada a hora de entrar em palco, Elton reparou que o Salão Preto e Prata do Casino Estoril, onde iria actuar, estava repleto por uma densa nuvem de fumo, o que iria dificultar a sua tarefa de... cantar. Porque na verdade, até era para isso que ele ali estava.
Preocupado com as condições da sala, Elton pediu ao Casino para tratar do assunto e durante 2 horas, Júlio César (o Director Artístico do Casino) pediu encarecidamente aos presentes para guardarem os seus cachimbos e apagarem os seus charutos, com risco de que Elton não pudesse actuar.

Claro que sim. Donos da sua razão, com a força de um convite na mão, o Jet-set português manteve a sua postura e a nuvem de fumo não desvaneceu.
Resultado? Elton pega no cachet e apanha o primeiro charter para fora do país. Só voltaria em 2009, para um (fabuloso) concerto de quase 3 horas no Pavilhão Atlântico.

No dia seguinte ao "incidente do Casino Estoril" não faltaram teorias para explicar o desaparecimento de Elton. Se bem me recordo, a mais popular dizia que um massagista musculado português tinha despertado um ataque de ciúmes no namorado e por isso Elton "teve" que sair imediatamente do país.

Claro que sim. Um artista que já levava mais de 30 anos de palcos e a quem não são conhecidos comportamentos deste tipo, cancelava um concerto e guardava o cachet, porque o namorado teve um ataque de ciúmes. A história pegava no inevitável factor homofóbico e a partir daí alimentava um ódio de estimação a Elton John. A perfeita fuga para a frente do Casino Estoril, protegendo a imagem dos seus nobres (e, como se viu, respeitosos) clientes.

Agora que esclarecemos este ponto, fiquemos então com o primeiro tema da semana Elton aqui no blog: "Funeral For A Friend / Love Lies Bleeding", que abre o magnífico álbum "Goodbye Yellow Brick Road".


Um tema que, na verdade, são dois. A primeira parte ("Funeral For A Friend") é uma faixa instrumental, em sintetizador, criada a partir da ideia da música que Elton desejava no seu próprio funeral. "Funeral For A Friend" segue naturalmente para "Love Lies Bleeding", um tema que lida com os destroços de uma relação que terminou.

Esta sequência marca uma ligeira incursão de Elton no Rock Progressivo. Não é por acaso que bandas como os Dream Theater (que lançaram um cover deste tema no seu álbum "A Change Of Seasons") citam Elton como uma das suas influências.
"Funeral For A Friend / Love Lies Bleeding" passa a marca dos 11 minutos, sendo o tema mais extenso da já longa carreira de Elton John. Apesar de, por razões óbvias de duração, nunca ter sido lançada como single, o tema foi ganhando ao longo dos anos uma notável projecção, precisamente por mostrar Elton em territórios menos usuais.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Joe Cocker - "My Father's Son"

‎"Heart over mind, yes I'm my father's son
And I'm inclined to do as my father's done"



Porque hoje é Dia do Pai, o post é inteiramente dedicado ao melhor homem que já conheci, ao meu primeiro e maior ídolo de sempre: o meu Pai.

O tema é "My Father's Son", de Graham Lyle (autor de temas como "What's Love Got to Do with It?" e "We Don't Need Another Hero" de Tina Turner) e Conner Reeves e foi originalmente incluído no álbum a solo de Reeves "Earthbound", em 1997.

Joe Cocker deu voz ao tema em 1999, incluindo-o no seu álbum "No Ordinary World" e lançando-o em single no ano seguinte, sem grande sucesso.
Emprestando a sua inconfundível voz rouca, Cocker eleva o tema a uma nova dimensão. "My Father's Son" é um dos meus temas preferidos de Joe Cocker, um hino a essa relação mágica entre Pai e Filho.



Tudo o que sou hoje é uma imagem reformatada do que vi em ti. Tudo o que fiz só foi possível graças a ti. Obrigado Pai.
Aquele abraço.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Simple Minds - "Theme For Great Cities"



Tal como prometido, hoje volto aos Simple Minds, para falar um pouco do período mais obscuro e mais fascinante da banda: os primeiros álbuns.

Desde "Life In A Day" em 1979, a "New Gold Dream (81-82-83-84)" em 1982, a sonoridade dos Simple Minds conheceu uma lenta e gradual evolução interessantíssima. Quando ainda eram apenas uma banda de culto, mais influenciável que influente, os Simple Minds foram moldando a sua música à imagem do que ia acontecendo à sua volta.

Nascendo da onda post-punk, os Simple Minds embarcaram na típica metamorfose para a New Wave / Electro Pop, pela qual outras bandas da época também passaram, caso dos Joy Division / New Order.
Foi uma evolução osmótica, de acordo com o que estava "na berra", mas sempre mantendo uma sonoridade muito característica, fruto das texturas construídas entre as sequências nas teclas de Mick MacNeil, as pulsantes linhas de baixo de Derek Forbes e a guitarra ambiente de Charlie Burchill. Uma secção rítmica invejável e uma combinação que ajudaria os Simple Minds a encontrarem o "seu som", algures entre 1981 e 1982, na véspera da gravação do álbum "New Gold Dream (81-82-83-84)". Seria essa matriz, com uma coloração mais radio friendly que daria aos Simple Minds os seus grandes êxitos em meados dos 80.

O que a maioria do público não sabe, é que o sucesso comercial para os Simple Minds só foi atingido entre o 6º e o 7º álbum, com a banda sonora de "The Breakfast Club" e "Don't You (Forget About Me)". O que ouvem em "Alive And Kicking" é o resultado polido de um amadurecimento que durou muitos anos e foi expresso em diversos álbuns. O sucesso dos Simple Minds foi tão grande por alturas de 1985/1986 (arrisco dizer que, na altura, eles eram maiores que os U2), que tudo o que se passou antes ficou esquecido pela banda e desconhecido pelo público.

Mas vamos então recuar ao princípio.

Os Simple Minds são uma banda escocesa formada em Novembro de 1977 por Jim Kerr (na voz) e Charlie Burchill (na guitarra), depois de terem dissolvido a sua banda Punk: os Johnny and the Self Abusers.
Kerr e Burchill queriam seguir numa direcção diferente e para isso foram buscar o nome da sua nova banda ao verso do tema de David Bowie "Jean Genie": "He's so simple minded, he can't drive his module". A escolha do artista já fazia adivinhar para onde iam os Simple Minds.


Foi preciso esperar 1 ano para a banda conseguir entrar entrar em estúdio e gravar o seu 1º álbum "Life In A Day", um álbum Post-Punk visto por muitos fãs como uma falsa partida. Apesar de alguma oscilação qualitativa, já se vislumbram momentos interessantes neste álbum, como o tema-título, "Chelsea Girl" (ambos lançados em single), ou o épico "Pleasantly Disturbed".


"Life In A Day" trouxe-nos boas indicações, mas é no 2º álbum "Real to Real Cacophony", de 1980, que os Simple Minds mostram ao que vêm. Com experimentalismos à volta de loops sombrios, as influências de Bowie e da sua trilogia de Berlim começam a ser aqui mais visíveis, de tal forma que por vezes penso que o 2º álbum deveria ser chamado qualquer coisa como "Music inspired on Low"... o que não tem que ser algo mau.


Continuando na sua transição electrónica, em direcção ao New Wave europeu, o 3º álbum "Empires And Dance", de 1980, parece ir buscar influências à base de sempre dos pioneiros electrónicos: a Alemanha e bandas como os Neu!, ou os Kraftwerk.
O álbum "Empires And Dance" impressionou de tal forma Peter Gabriel - na altura também entusiasmado com a revolução electrónica do início dos anos 80 - que este resolveu convidar os Simple Minds para o acompanhar na sua digressão europeia.


O ano de 1981 marcou mais um ponto de viragem para os Simple Minds. Depois de assinarem pela Virgin, uma editora que os poderia levar a mais altos voos (e levou mesmo), a banda entrou em estúdio motivadíssima e gravou um impressionante lote de música, tanto em quantidade como em qualidade. Um lote tão grande que era suficiente para um duplo álbum, uma ideia que não foi muito bem vista pela editora, vinda de uma banda ainda sem créditos firmados.
Mas os Simple Minds pareciam estar melhores que nunca e assim nasceu a ideia de lançar dois álbuns simultaneamente: "Sons and Fascination" e "Sisters Feelings Call".
O mais coerente "Sons and Fascination" seria o cabeça de cartaz e "Sisters Feelings Call", composto por sobras do primeiro, seria lançado apenas em edição limitada, juntamente com "Sons and Fascination".
O tempo acabaria por ditar que ambos os álbuns fossem vistos (e lançados) como apenas um só: o 4º da discografia dos Simple Minds.


"Sons and Fascination" incluía no seu alinhamento aquele que seria o primeiro êxito (moderado) dos Simple Minds: "Love Song". Mas foi o instrumental "Theme For Great Cities" (que podemos ouvir em cima), trazida em "Sisters Feelings Call", que definiu o tal ponto de viragem que referi em cima.
A composição electrónica minimalista, reminiscente do krautrock, num jogo de parada-resposta entre os vários elementos da secção rítmica dos Simple Minds, daria o mote para o que viria a seguir.

E a seguir, o que veio... foi História.
Os Simple Minds tornar-se-iam no grupo escocês mais popular de sempre, com 6 álbuns no nº 1 das tabelas do Reino Unido, conquistando também os lugares cimeiros em países como os EUA, a Alemanha, a Itália, a França, a Espanha, a Austrália, ou a Nova Zelândia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Simple Minds - "I Travel"

"Europe has a language problem, talk, talk, talk, talk, talking on."



É já amanhã que os Simple Minds chegam a Portugal (na verdade já cá estão a ensaiar), para a estreia Mundial da empolgante digressão 5x5 Live.
O espectáculo será no Coliseu dos Recreios, em Lisboa e será assim o primeiro de uma longa digressão que vai levar os Simple Minds por toda a Europa, primeiro, e expectavelmente aos Estados Unidos, mais tarde.

Mas afinal, o que é isto da digressão 5x5 Live?


O espectáculos 5X5 Live farão a retrospectiva dos icónicos 5 primeiros álbuns dos Simple Minds: "Life In A Day", "Real To Real Cacophony", "Empires and Dance", "Sons and Fascination" / "Sister Feelings Calling" (na verdade 2 álbuns diferentes lançados ao mesmo tempo, mas correntemente fundidos num só) e "New Gold Dream (81/82/83/84)", que celebra este ano o seu 30º aniversário.
A banda vai tocar 5 temas de cada um destes 5 álbuns (daí os 5x5), num concerto que deverá ultrapassar a marca das 2 horas e meia.

Segundo Jim Kerr, "este é o alinhamento que muitos dos fãs de Simple Minds nos têm implorado para tocar e, finalmente, vão ter uma oportunidade única de o ver."
Aqui vemos Jim Kerr a promover o concerto na SolTV:



Como podemos ouvir nesta entrevista, a digressão 5x5 Live vem por ocasião da remasterização e do relançamento de uma caixa com os 5 primeiros álbuns da banda, com faixas bónus. Perante o crescente revivalismo da época do Post-Punk e da transição para a New Wave (transição personificada pelos Simple Minds), junta-se assim o útil ao agradável, com os fãs mais novos a terem oportunidade de ouvir ao vivo, pela primeira vez, algumas das pérolas mais antigas da banda.


Retirado do fantástico blog The Second Disc, fica aqui o alinhamento para a caixa com as remasterizações dos 5 primeiros, a ser lançada no dia 20 de Fevereiro (a minha já deve vir a caminho!):



"Simple Minds x5" (EMI SMBOX 2 (U.K.), 2012)




Disc 1: "Life in a Day" (originally released as Zoom Records ZULP 1, 1979)
1. "Someone"
2. "Life in a Day"
3. "Sad Affair"
4. "All for You"
5. "Pleasantly Disturbed"
6. "No Cure"
7. "Chelsea Girl"
8. "Wasteland"
9. "Destiny"
10. "Murder Story"
11. "Special View" (B-side to “Life in a Day” – Zoom ZUM 10, 1979)
12. "Garden of Hate" (B-side to “Chelsea Girl” – Zoom ZUM 11, 1979)




Disc 2: Real to Real Cacophony (originally released as Zoom Records/Arista SPART 1109, 1979)
1. "Reel to Real"
2. "Naked Eye"
3. "Citizen (Dance of Youth)"
4. "Carnival (Shelter in a Suitcase)"
5. "Factory"
6. "Cacophony"
7. "Veldt"
8. "Premonition"
9. "Changeling"
10. "Film Theme"
11. "Calling Your Name"
12. "Scar"
13. "Kaleidoscope" (Flexi-disc A-side – Arista ARIST 372-C, 1980)
14. "Film Theme (Dub)" (Flexi-disc B-side – Arista ARIST 372-C, 1980)
15. "Premonition" (Live @ Hurrah’s Club, New York – 10/24/1979) (B-side to “Changeling” – Arista ARIST 325, 1980)




Disc 3: "Empires and Dance" (originally released as Arista SPART 1140, 1980)
1. "I Travel"
2. "Today I Died Again"
3. "Celebrate"
4. "This Fear of Gods"
5. "Capital City"
6. "Constantinople Line"
7. "Twist/Run/Repulsion"
8. "Thirty Frames a Second"
9. "Kant Kino"
10. "Room"
11. "New Warm Skin" (B-side to “I Travel” – Arista ARIST 372, 1980)
12. "I Travel (Extended Mix)" (12″ A-side – Arista 12-448, 1980)
13. "Celebrate (Extended Mix)" (12″ A-side – Arista 12-394, 1980)




Disc 4: "Sons and Fascination" (originally released as Virgin V-2207, 1981)
1. "In Trance As Mission"
2. "Sweat in Bullet"
3. "70 Cities As Love Brings the Fall"
4. "Boys from Brazil"
5. "Love Song"
6. "This Earth That You Walk Upon"
7. "Sons and Fascination"
8. "Seeing Out the Angel"
9. "Sweat in Bullet" (Extended Remix) (12″ A-side – Virgin VS-451 12, 1981)
10. "In Trance As Mission" (Live @ Hammersmith Odeon, London – 9/25/1981) (B-side to “Sweat in Bullet” 12″ - Virgin VS-451 12, 1981)
11. "This Earth That You Walk Upon" (Instrumental) (B-side to “Love Song” 12″ – Virgin VS-434 12, 1981)




Disc 5: "Sister Feelings Call" (originally released as Virgin OVED-2, 1981)
1. "Theme for Great Cities"
2. "The American"
3. "20th Century Promised Land"
4. "Wonderful in Young Life"
5. "League of Nations"
6. "Careful in Career"
7. "Sound in 70 Cities"
8. "The American" (Extended Mix) (12″ A-side – Virgin VS-410 12, 1981)
9. "League of Nations" (Live @ Hammersmith Odeon, London – 9/25/1981) (B-side to “Sweat in Bullet” 12″ - Virgin VS-451 12, 1981)




Disc 6: "New Gold Dream (81-82-83-84)" (originally released as Virgin V-2230, 1982)
1. "Someone Somewhere (In Summertime)"
2. "Colours Fly and Catherine Wheel"
3. "Promised You a Miracle"
4. "Big Sleep"
5. "Somebody Up There Likes You"
6. "New Gold Dream (81/82/83/84)"
7. "Glittering Prize"
8. "Hunter and the Hunted"
9. "King is White and in the Crowd"
10. "Promised You a Miracle (Extended Version)" (12″ A-side – Virgin VS-488 12, 1982)
11. "Glittering Prize (Club Mix)" (12″ A-side – Virgin VS-511 12, 1982)
12. "Someone Somewhere (In Summertime) (Extended Mix)" (12″ A-side – Virgin VS-538 12, 1982)
13. "Soundtrack for Every Heaven" (B-side to “Someone Somewhere (In Summertime)” 12″ - Virgin VS-538 12, 1982)
14. "New Gold Dream (81/82/83/84) (German 12” Remix)" (12″ A-side – Virgin VINX 1, 1983)
15. "In Every Heaven" (from New Gold Dream DVD-Audio – Virgin 72438 13171 9 8, 2005)



Fica aqui, desde já, a promessa de voltar em breve aos Simple Minds, para uma análise mais a fundo deste período.

Para já, deixo aqui o tema que tem andado em repeat, nestas últimas horas de "aquecimento" para o concerto: "I Travel" do álbum "Empires And Dance" - de 1980 - o terceiro dos Simple Minds.
Não se assustem com a sonoridade de "I Travel", quando se aperceberem que parece mais um tema dos New Order, do que um dos tema dos Simple Minds que passam normalmente na rádio. É mesmo assim.
Olhem para isto como um produto de consumo alternativo. Não é bem aquilo a que estamos habituados, mas é igualmente muito, muito bom.

É curioso perceber que, em 1980, Jim Kerr falava em "I Travel" dos problemas políticos da Europa. Problemas de integração e comunhão de políticas de países de culturas diferentes.
32 anos volvidos, esses mesmos problemas estão mais do que nunca na ordem do dia. Mas agora com um significativo alargamento a Sul e a Leste.

"Europe has a language problem, talk, talk, talk, talk, talking on."

Jim Kerr estava muito entusiasmado com a faixa "I Travel" e a editora dos Simple Minds também. A Arista lançou o tema como o single de avanço de "Empires And Dance", criando para tal a primeira remistura alongada (tradução livre de "Extended Remix") da banda. Porém, o público não aderiu e o single não entrou nas tabelas.
Em 1982, "I Travel" foi também escolhido como o single de promoção da compilação "Celebration", que juntava uma selecção dos 3 primeiros álbuns. A compilação pretendia um buzz à volta da banda, aproveitando o relativo sucesso de "Sons And Fascination". Mas o single voltou a não entrar nas tabelas.
"I Travel" seria ainda lançado uma terceira vez em 1983, mas uma vez mais, falharia a entrada nas tabelas.
É pena, pois para mim é dos temas que melhor representam o virtuosismo da banda na sua fase inicial.

Agora, venha daí o 5x5 Live!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Bruce Springsteen - "We Take Care of Our Own"

"I been knocking on the door that holds the throne
I been looking for the map that leads me home"



Silêncio...
Já lá vai algum tempo. Tempo a mais de silêncio, para quem gosta de escrever.
E que melhor forma de quebrar o silêncio, do que com uma grande notícia? É o que se pode chamar um regresso LIKE A BOSS!


E quem diz Like a Boss é como quem fala em... Bruce Springsteen.
Foi há exactamente 3 semanas, pouco passava do meio-dia de 19 de Janeiro, que Bruce quebrou o seu silêncio e largou a "bomba" na sua página do Facebook: vem aí novo álbum de originais e uma nova digressão com a E Street Band.

O anúncio foi acompanhado de um tema novo e dos detalhes do álbum.


O 17º álbum de estúdio de Bruce chamar-se-á "Wrecking Ball", terá 11 faixas (13 na sua edição especial) e será lançado no próximo dia 6 de Março, dentro de menos de 1 mês. O alinhamento será o seguinte:

1. "We Take Care of Our Own" (3:53)
2. "Easy Money" (4:00)
3. "Shackled and Drawn" (6:20)
4. "Jack of All Trades" (3:23)
5. "Death to My Hometown" (5:00)
6. "This Depression" (2:57)
7. "Wrecking Ball" (5:40)
8. "You've Got It" (4:18)
9. "Rocky Ground" (3:19)
10. "Land of Hope and Dreams" (7:03)
11. "We Are Alive" (4:23)
12. "Swallowed Up (In the Belly of the Whale)" (Bonus track) (3:24)
13. "American Land" (Bonus track) (4:00)

Olhando para este lote de temas, alguns nomes saltam à vista, como familiares para os fãs de Bruce Springsteen.
Desde logo o tema-título do álbum "Wrecking Ball", que foi alvo de um lançamento especial em vinil, aquando do Record Store Day, em Abril de 2010. A versão incluída nesse single foi uma gravação ao vivo no Giants Stadium, na Working On A Dream Tour, em 2009. O tema teria sido composto por Bruce, propositadamente para os espectáculos de regresso a New Jersey.
Reconhece-se também "American Land", que foi escrito durante as Seeger Sessions, em 2006, (as quais deram origem ao álbum "We Shall Overcome") e foi presença assídua nos concertos de Bruce desde então.
Por fim, "Land of Hope and Dreams", que foi composto em 1998, estreado ao vivo na Reunion Tour com a E Street Band em 1999, mas nunca viu a luz do dia num álbum de originais.
O restante material de "Wrecking Ball" terá sido escrito em 2011.

Várias notícias ao longo dos últimos meses já apontavam para novidades no mundo de Bruce Springsteen. No dia anterior ao anúncio do álbum, um artigo na Rolling Stone dava conta que o novo álbum combinava elementos da sonoridade clássica de Bruce e da sua experiência nas Seeger Sessions, com novas texturas e estilos.
Jon Landau - manager de Bruce - falou em "texturas inesperadas, loops, percussão electrónica, com influências e ritmos desde o hip-hop ao folk irlandês", num "esforço experimental com um produtor novo".
Como seria de esperar, estas foram palavras que não caíram muito bem no seio dos fãs de Bruce, adeptos naturais de sonoridades Rock e ávidos de um disco mais próximo de "Born To Run", ou "Darkness In The Edge Of Town", do que do último disco de Wyclef Jean.

Claro que estas palavras, para mim, valem o que valem, uma vez que serviram apenas para criar buzz para o novo álbum e não necessariamente caracterizam aquilo que ele nos vai trazer.
Landau disse também que "Wrecking Ball" será o álbum "mais enfurecido" que Bruce já escreveu, mas para quem ouviu "Darkness On The Edge Of Town", não posso de deixar aqui as minhas dúvidas sobre esta afirmação.

O tema novo é o primeiro single retirado de "Wrecking Ball": "We Take Care Of Our Own". Este é um tema que, embora efectivamente mais "enraivecido" do que a tarimba jovial de "Working On A Dream", poderia figurar num dos últimos álbuns de Bruce. Isto é, em termos de sonoridade, não se ouve a revolução propalada por Landau.
Esperemos então pelo álbum, já falta muito pouco.

domingo, 23 de outubro de 2011

Daryl Stuermer - "Urbanista" (Live)



Já foi há mais de uma semana, mas só hoje tive tempo para escrever umas linhas sobre o concerto de Daryl Stuermer na Sexta-Feira, dia 14 de Outubro, na Aula Magna.

Muitos perguntarão quem é, afinal, este Daryl Stuermer?
Muito sucintamente, Daryl Stuermer é um músico americano, que ficou famoso por tocar guitarra e baixo ao vivo com os Genesis e por ser o guitarrista principal que acompanhou Phil Collins, ao longo da sua carreira a solo.
Um sideman, portanto.
O próprio reconhece este desconhecimento geral acerca da sua pessoa, uma vez que a sua digressão foi promovida como "Daryl Stuermer of Genesis".


Foi assim, naturalmente, uma plateia de fãs de Genesis e Phil Collins que acorreu à Aula Magna, para ver a estreia de Daryl Stuermer a solo, fora dos Estados Unidos. Não contando com os concertos em que Daryl Stuermer tocou com os Genesis, nunca ninguém na sua banda tinha tocado ao vivo fora de portas, o que tornou esta noite muito especial para os artistas no palco.
Infelizmente, a crise, a falta de promoção do espectáculo, ou simplesmente a falta de apelo para ver um sideman dos Genesis, fez com que a plateia estivesse a apenas 1/3 da lotação esgotada.
Não deixa de ser surpreendente para quem, como eu, foi há 2 anos à Aula Magna ver os The Musical Box - uma banda de covers dos Genesis - para uma sala a rebentar pelas costuras.

Aparentemente, a falta de adesão do público não afectou a prestação, nem o bom humor, de Daryl Stuemer, que esteve bem disposto e comunicativo ao longo de todo o espectáculo.
Quanto à música, foi Genesis e foi por isso fabuloso.

A setlist completa foi a seguinte:

- "Duke's Intro" ("Behind the Lines" / "Duke's End") [Instrumental] (Genesis - Album: "Duke")
- "Just A Job To Do" [Instrumental] (Genesis - Album: "Genesis")
- "Throwing It All Away" (Genesis - Album: "Invisible Touch")
- "No Son of Mine" (Genesis - Album: "We Can't Dance")
- "Land of Confusion" [Instrumental] (Genesis - Album: "Invisible Touch")
- "Heavy Heart" (Daryl Stuermer - Album: "Go")
- "Deep In The Motherlode" (Genesis - Album: "…And Then There Were Three…")
- "Your Own Special Way" (Genesis - Album: "Wind And Wuthering")
- "...In That Quiet Earth" / "Ripples" [Instrumental] (Genesis - Album: "Wind And Wuthering" / "A - Trick Of The Tail")
- "Urbanista" (Daryl Stuermer - Album: "Go")
- "Squonk" (Genesis - Album: "A Trick Of The Tail")
- Drum Solo
- "Los Endos" / "The Cinema Show" / "Firth of Fifth" / "Squonk" (reprise) / "Los Endos" (reprise) [Instrumental] (Genesis - Album: "A Trick Of The Tail" / "Selling England By The Pound")
- "Something Happened On The Way To Heaven" (Phil Collins - Album: "…But Seriously")
- "Invisible Touch" (Genesis - Album: "Invisible Touch")

Encore:
- "I Can't Dance" (Genesis - Album: "We Can't Dance")
- "Turn It on Again" (Genesis - Album: "Duke")

Como se pode verificar, com a excepção de dois temas a solo, um tema de Phil Collins (que Daryl escreveu com Phil e que, segundo o que ele disse no concerto, lhe permitiu comprar uma casa nova), só deu Genesis na Aula Magna!

Como o próprio Daryl confessou, habituado a tocar o baixo com os Genesis (Michael Rutherford fica, na maioria das vezes, com a guitarra principal), esta foi uma oportunidade para ser ele a tocar as partes de lead dos Genesis, a música que ele mais admira e mais gosta.

O vídeo que aqui fica é de um dos temas a solo que Daryl Stuermer tocou: "Urbanista", retirado do álbum "Go" de 2007, o qual Daryl ainda está a tentar promover e vender nos stands das salas de espectáculos onde actua.