"I could believe in peace on Earth and I could watch TV all day, so I dreamed of Christmas"
No primeiro dia de Dezembro e já a pensar na época especial do Natal, fica aqui o single lançado no Natal de 2009 por George Michael: "December Song (I Dreamed of Christmas)". Na verdade, esta música é de 2008, mas só um ano depois viu a luz do dia em single, sendo o primeiro tema de Natal escrito por George Michael desde "Last Christmas" dos Wham!.
O excelente vídeo animado conta a história de um rapaz que sonha com o Natal, o que aconteceu com todos nós a determinada altura...
Foi um grande regresso de George Michael, com (mais) um grande tema a juntar a tantos outros na sua já longa carreira. No entanto, as coisas não têm corrido bem para George. O seu vício de drogas e álcool tem piorado e este ano levaram-no mesmo a cumprir várias semanas de prisão por ter entrado com o carro por uma loja dentro... Para mim, é lamentável ver um dos meus artistas preferidos, alguém com tanto talento e uma voz divinal, deixar-se submergir pela droga, quando poderia continuar a fazer música, como poucos sabem fazer. Continuo então à espera do novo álbum...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Bruce Springsteen - "Darkness On The Edge Of Town" (II)
"I'll pay the cost for wanting things that can only be found in the darkness on the edge of town"
Para minha enorme satisfação, foi no passado fim-de-semana que, após largos meses de espera, me chegou às mãos no a reedição do álbum "Darkness On the Edge Of Town" de Bruce Springsteen, com o nome pomposo: "The Promise: The Darkness on the Edge of Town Story".
Mas já lá vamos. Antes disso, hoje vamos abordar a complexa história deste álbum e resumir o que aconteceu até chegarmos aqui.
Depois do enorme sucesso do álbum "Born To Run" de 1975, altura em que Bruce cometeu a proeza de ser capa da Time e da Newsweek na mesma semana, a expectativa era grande para saber o que é que Bruce Springsteen tinha na manga para o 4º álbum. No entanto os meses passavam, Bruce andava na estrada e estreava alguns temas novos, mas não havia notícias sobre o novo álbum...
O problema estava no contracto que ele tinha assinado em 1972 com o manager Mike Appel, num parque de estacionamento em New Jersey, sem sequer o ler. "A promessa" tinha sido quebrada.
Enquanto decorria a batalha legal com Mike Appel, Bruce era obrigado a continuar na estrada a dar concertos com a E Street Band, a sua única verdadeira fonte de rendimento. Impedidos de gravar em estúdio, foi neste período que Bruce Springsteen e a E Street Band aperfeiçoaram as suas perfomances ao vivo, eventualmente ganhando a reputação de uma das melhores bandas rock ao vivo da história.
Resolvida a questão legal, no Verão de 1977 Bruce Springsteen avançou determinado para o estúdio com a E Street Band para gravar o seu novo álbum "American Madness", nome que daria lugar ao mais apropriado "Darkness On The Edge Of Town", lançado em 2 de Junho de 1978. Só que desta vez a motivação de Bruce Springsteen era bem diferente de "Born To Run".
Enquanto "Born To Run" era uma ode ao optimismo, à esperança e à mudança para um lugar e para tempos melhores (a metáfora nova-iorquina de “passar para o lado de lá do rio”); "Darkness" representa a percepção que afinal o lugar e os tempos para onde se mudou também têm os seus problemas e que a vida é isso mesmo: podemos andar a vida inteira à espera de um momento ("Badlands"), ou a perseguir um sonho ("Something In The Night"), mas no fim de contas o handicap com que nascemos ("Adam Raised A Cain") vai acompanhar-nos para sempre.
É esta dicotomia que faz estes dois álbuns tão especiais. Em suma, o optimismo e romantismo de "Born To Run", dá lugar à desilusão e isolamento de "Darkness On The Edge Of Town".
Fica aqui o tema-título "Darkness on the Edge of Town", ao vivo em Passaic (New Jersey), naquela que é a minha performance ao vivo preferida de Bruce Sprinsgteen. Seja ao vivo ou em estúdio. A paixão que Bruce imprime nesta actuação é arrepiante.
Na introdução, Bruce dedica a música a um amigo em dificuldades, com a seguinte frase lapidar, que resume o espírito do álbum:
"At one time or another, everybody's gotta drive through the darkness on the edge of town"
P.S.: Continua...
P.P.S.: Para leitura complementar: "A promessa" de Bruce Springsteen.
Para minha enorme satisfação, foi no passado fim-de-semana que, após largos meses de espera, me chegou às mãos no a reedição do álbum "Darkness On the Edge Of Town" de Bruce Springsteen, com o nome pomposo: "The Promise: The Darkness on the Edge of Town Story".
Mas já lá vamos. Antes disso, hoje vamos abordar a complexa história deste álbum e resumir o que aconteceu até chegarmos aqui.
Depois do enorme sucesso do álbum "Born To Run" de 1975, altura em que Bruce cometeu a proeza de ser capa da Time e da Newsweek na mesma semana, a expectativa era grande para saber o que é que Bruce Springsteen tinha na manga para o 4º álbum. No entanto os meses passavam, Bruce andava na estrada e estreava alguns temas novos, mas não havia notícias sobre o novo álbum...
O problema estava no contracto que ele tinha assinado em 1972 com o manager Mike Appel, num parque de estacionamento em New Jersey, sem sequer o ler. "A promessa" tinha sido quebrada.
Enquanto decorria a batalha legal com Mike Appel, Bruce era obrigado a continuar na estrada a dar concertos com a E Street Band, a sua única verdadeira fonte de rendimento. Impedidos de gravar em estúdio, foi neste período que Bruce Springsteen e a E Street Band aperfeiçoaram as suas perfomances ao vivo, eventualmente ganhando a reputação de uma das melhores bandas rock ao vivo da história.
Resolvida a questão legal, no Verão de 1977 Bruce Springsteen avançou determinado para o estúdio com a E Street Band para gravar o seu novo álbum "American Madness", nome que daria lugar ao mais apropriado "Darkness On The Edge Of Town", lançado em 2 de Junho de 1978. Só que desta vez a motivação de Bruce Springsteen era bem diferente de "Born To Run".
Enquanto "Born To Run" era uma ode ao optimismo, à esperança e à mudança para um lugar e para tempos melhores (a metáfora nova-iorquina de “passar para o lado de lá do rio”); "Darkness" representa a percepção que afinal o lugar e os tempos para onde se mudou também têm os seus problemas e que a vida é isso mesmo: podemos andar a vida inteira à espera de um momento ("Badlands"), ou a perseguir um sonho ("Something In The Night"), mas no fim de contas o handicap com que nascemos ("Adam Raised A Cain") vai acompanhar-nos para sempre.
É esta dicotomia que faz estes dois álbuns tão especiais. Em suma, o optimismo e romantismo de "Born To Run", dá lugar à desilusão e isolamento de "Darkness On The Edge Of Town".
Fica aqui o tema-título "Darkness on the Edge of Town", ao vivo em Passaic (New Jersey), naquela que é a minha performance ao vivo preferida de Bruce Sprinsgteen. Seja ao vivo ou em estúdio. A paixão que Bruce imprime nesta actuação é arrepiante.
Na introdução, Bruce dedica a música a um amigo em dificuldades, com a seguinte frase lapidar, que resume o espírito do álbum:
"At one time or another, everybody's gotta drive through the darkness on the edge of town"
P.S.: Continua...
P.P.S.: Para leitura complementar: "A promessa" de Bruce Springsteen.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Eagles - "One Of These Nights"
"Coming right behind you, swear I'm gonna find you now, one of these nights"
Hoje fica aqui "One Of These Nights", do álbum com o mesmo nome dos Eagles, lançado em Junho de 1975. "One Of These Nights" é um álbum fantástico, extremamente sólido, o apogeu do "country-rock" (ou rock com influência country), um ano e meio antes de "Hotel California".
Na minha opinião, "Hotel California" seria apenas o corolário da carreira de uma banda que já tinha atingido o ponto mais alto, mas a quem faltava um tema "ex libris" (hoje a maioria do público conhece os Eagles devido ao tema-tíulo desse álbum). Porém, é preciso recordar que quando "Hotel California" foi lançado no final 1976, os Eagles já tinham o álbum mais vendido de sempre nos EUA, com "Their Greatest Hits 1971-1975" lançado uns meses antes, um impressionante título que se mantém até hoje, superando inclusivé "Thriller" de Michael Jackson.
"Hotel California" não deixa também de ser um grande álbum, mas para mim oscila muito entre o brilhantismo de "New Kid In Town" e "Hotel California" no lado 1 e a falta de qualidade de alguns temas do lado 2. Falta solidez ao álbum.
É precisamente essa solidez que faz do álbum "One Of These Nights" uma verdadeira maravilha, do princípio ao fim. Um heavenly album. Fica aqui uma performance ao vivo do tema-título, mas recomendo vivamente ouvir o álbum inteiro.
Hoje fica aqui "One Of These Nights", do álbum com o mesmo nome dos Eagles, lançado em Junho de 1975. "One Of These Nights" é um álbum fantástico, extremamente sólido, o apogeu do "country-rock" (ou rock com influência country), um ano e meio antes de "Hotel California".
Na minha opinião, "Hotel California" seria apenas o corolário da carreira de uma banda que já tinha atingido o ponto mais alto, mas a quem faltava um tema "ex libris" (hoje a maioria do público conhece os Eagles devido ao tema-tíulo desse álbum). Porém, é preciso recordar que quando "Hotel California" foi lançado no final 1976, os Eagles já tinham o álbum mais vendido de sempre nos EUA, com "Their Greatest Hits 1971-1975" lançado uns meses antes, um impressionante título que se mantém até hoje, superando inclusivé "Thriller" de Michael Jackson.
"Hotel California" não deixa também de ser um grande álbum, mas para mim oscila muito entre o brilhantismo de "New Kid In Town" e "Hotel California" no lado 1 e a falta de qualidade de alguns temas do lado 2. Falta solidez ao álbum.
É precisamente essa solidez que faz do álbum "One Of These Nights" uma verdadeira maravilha, do princípio ao fim. Um heavenly album. Fica aqui uma performance ao vivo do tema-título, mas recomendo vivamente ouvir o álbum inteiro.
Etiquetas:
1975,
Álbum: One Of These Nights,
Artista: Eagles
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Duran Duran - "Girls On Film" (Uncensored)
Depois das escolhas da última semana terem caído maioritariamente sobre temas mais introspectivos e depressivos, hoje vamos mudar radicalmente o registo. E que melhor maneira de mudar o registo que recuar até aos loucos anos 80?
Não é por acaso que esta década é sinónimo de diversão. Na cultura dos 80's, ninguém se levava demasiado a sério e essa também não é a ideia deste blog. Aqui, adora-se os anos 80 por aquilo que eles representam: diversão!
E se existe um leque de bandas que encaixam na perfeição neste lema, uma delas é com certeza os Duran Duran.
Na tentativa de atrair as atenções para o 3º single do seu primeiro álbum e criar um buzz à volta da banda, os Duran Duran filmaram um vídeo muitíssimo ousado para o tema "Girls On Film", com imagens tão sugestivas como lutas de meninas na lama... A própria banda admitiu que o objectivo do vídeo era passar apenas em bares e discotecas e em canais para adultos. Assim, este foi obviamente banido da MTV e de todos os canais generalistas.
A verdade é que o vídeo de "Girls On Film" foi apenas um catalisador do sucesso do primeiro álbum dos Duran Duran e deste single em particular, uma vez que foi igualmente um grande êxito na rádio e nas tabelas, chegando ao Top 10. Assim, a MTV acabou por criar uma versão severamente editada do vídeo original, para a exibição no canal em horário normal.
Começava aqui uma longa relação de interesse mútuo entre a MTV e os Duran Duran. Os espectadores ligavam o canal porque queriam ver os vídeos de alta produção da banda (para aquela época, claro está) e os Duran Duran vendiam discos porque tinham alta rotação na MTV.
Aviso desde já que o vídeo em cima tem imagens explícitas e que não deve se visionado por pessoas sensíveis, com falta de humor, ou adversas à cultura dos anos 80... O vídeo em baixo é o que passa habitualmente na TV, não tem imagens explícitas, mas leva os mesmos avisos para quem não se consegue abstrair dos irresistíveis elementos 80's.
Etiquetas:
1981,
Álbum: Duran Duran,
Artista: Duran Duran
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Freddie Mercury & Montserrat Caballé - "The Fallen Priest"
"Mercurial more wayward by the hour... The shackles fall away, I'm in your power!"
No dia em que faz 19 anos que Freddie Mercury nos deixou (bem como outras efemérides a nível pessoal), deixo aqui um tema do fabuloso álbum "Barcelona" de 1988, em dueto com Montserrat Caballé.
Segundo consta, em 1987 Freddie Mercury já sabia da sua doença e que não tinha muitos anos de vida, pelo que quis começar a fazer tudo aquilo que sempre havia desejado, antes de morrer. Foi neste espírito que Freddie procurou Montserrat Caballé, enviou-lhe um disco com o tema "Exercises In Free Love" e assim a convenceu a marcar um encontro.
Este encontro resultou numa longa noite de improviso, ao piano, em casa de Freddie Mercury, no fim da qual Montserrat concordou não só gravar um tema com Freddie, mas sim um álbum inteiro! E assim nasceu o projecto "Barcelona", que mais tarde seria a banda sonora dos Jogos Olímpicos de 1992.
Tratando-se do "Rei", não é fácil escolher um tema. Como todos já conhecem o tema-título "Barcelona", fica aqui "The Fallen Priest", uma opereta escrita por Freddie e Mike Moran, com letra de Tim Rice. Tanto Mike Moran, virtuoso pianista e famoso produtor, como Tim Rice, aclamado letrista de ópera, foram chamados para ajudar Freddie Mercury, que queria fazer ópera "a sério", ao contrário da maioria dos artistas rock que tentavam experiências dentro deste género e que Freddie achava que faziam trabalhos embaraçosos.
Este tema relata a história de amor proibido de um padre (ao bom estilo da ópera) e tem diversos momentos de cortar a respiração, mas para mim há um que sobressai: quando no meio do diálogo entre o padre (Freddie) e Montserrat, Freddie canta a plenos pulmões:
"I am a man of God, I should not be here with you!"
Imperdível.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Nirvana - "Pennyroyal Tea"
“Sit and drink Pennyroyal tea, distill the life that’s inside of me”
Confesso que não sou um fã dos Nirvana. Longe disso.
Mas não posso negar o impacto que a morte de Kurt Cobain teve na cena musical e na influência que os Nirvana tiveram na cultura alternativa dos anos 90. O crescimento da legião de fãs dos Nirvana foi obviamente impulsionado pelas características trágicas da morte de Cobain, mas para além disso, é impossível negar que ele tinha realmente talento e que a sua carreira teve momentos musicalmente muito bons. O tema "Pennyroyal Tea" é certamente um deles.
"Pennyroyal Tea" seria supostamente o 3º single do retirado do álbum "In Utero", com lançamento previsto para Abril de 1994. Na sequência da morte de Kurt Cobain nesse mesmo mês, o lançamento do single foi cancelado, já depois do início da sua prensagem.
Mas afinal, o que é que é exactamente este "chá pennyroyal" e o que é significa o tema?
O "pennyroyal" é uma erva verdadeira, amplamente conhecida em Portugal, nada menos que o "poejo". O poejo é habitualmente usado no tratamento de gripes e constipações, mas por extracção do seu óleo essencial, é produzido um chá que pode ser usado para fins abortivos. Exacto... Era aqui que Kurt Cobain queria chegar ("distill the life that’s inside of me").
Segundo o próprio, "Pennyroyal Tea" é sobre alguém que está sob um estado de depressão grave, o que era frequente em Kurt... Pese embora eu não me identifique com o espírito dos Nirvana, maioritariamente neste registo de "o Mundo é um lugar horrível, quero sair daqui", "Pennyroyal Tea" é um exemplo de como este tipo de sentimentos pode originar boa música.
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1994,
Álbum: In Utero,
Artista: Nirvana
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
George Michael - "Cowboys And Angels"
"That scar on your face, that beautiful face of yours..."
É sabido que George Michael sabe escrever uma balada como ninguém. Temas como "Careless Whisper", "Jesus To A Child", ou "Last Christmas" são algumas das melhores baladas da história da Pop e apenas alguns exemplos do vastíssimo reportório de George Michael neste registo.
O que não se sabia em 1990, é que George Michael sabia escrever muito mais que simples "baladas Pop". E foi quando George lançou a sua obra-prima "Listen Without Prejudice Vol.1" que se percebeu que o seu talento e o seu ecletismo iam muito para além do registo Pop, que já tinha explorado largamente nos Wham! e no seu álbum de estreia a solo "Faith".
O problema é que este desvio do registo habitual de George Michael, aliado à recusa de George em aparecer nos seus vídeos e promover o álbum (como tinha feito com "Faith"), fez cair as vendas a pique e enfureceu a Sony, que bloqueou o lançamento de "Listen Without Prejudice Vol.2".
Mesmo sendo este o 6º (!!!) single retirado de "Listen Without Prejudice Vol.1", um álbum com promoção praticamente nula, "Cowboys And Angels" foi o único tema de George Michael a falhar a entrada no Top 40 de singles no Reino Unido.
O que George Michael mostra neste "Cowboys And Angels" é uma "balada Jazz", um single com 7:14 (o mais longo da sua carreira), que é um dos seus momentos mais brilhantes. Tudo parece estar no lugar certo: a lindíssima letra, o piano, os sopros, o ritmo, a produção... Uma obra-prima.
"Please be stronger than your past, the future may still give you a chance"
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